Sessão da CMM dura menos de uma hora nesta terça

A sessão da Câmara Municipal de Manaus (CMM) desta terça-feira (20) durou 56 minutos e cinco segundos, segundo a transmissão no canal da Casa no YouTube, e terminou sem votação de pautas. Apenas três vereadores se manifestaram sobre problemas da capital, como a demora no combate a incêndios florestais, a coleta de lixo e os desaparecimentos de crianças e jovens.
A sessão começou a ser presidida pelo vereador Raulzinho (MDB), que deixou a mesa para ser presidida pelo vereador Professor Samuel (PSD), que conduziu os trabalhos sozinho.
Críticas à baixa participação
Autor de um dos pronunciamentos, o vereador José Ricardo (PT) criticou o esvaziamento dos debates. Em vídeo publicado nas redes sociais logo após o encerramento, às 10h37, ele disse que poucos parlamentares se inscreveram para falar no Grande Expediente, período reservado às manifestações dos vereadores.
“É lamentável. O Parlamento deveria estar ouvindo o povo, fazer audiência pública, discutir o lixo, saneamento, transporte, o trânsito que está matando gente todo dia”, declarou. Ele afirmou ainda que a sessão terminou antes do horário porque não havia mais vereadores inscritos.
Da tribuna, José Ricardo disse que, no passado, o tempo de fala na Casa era disputado para debater os problemas da cidade, cobrar, fiscalizar e também elogiar ou defender o prefeito. Segundo ele, hoje a impressão é de que a cidade “não tem problemas”. Na avaliação do vereador, a Câmara perdeu espaço e é como se não existisse. Ele também citou o lixo acumulado nas ruas, enquanto as empresas responsáveis pelo serviço recebem milhões de reais.
Incêndios florestais
O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) levou à tribuna a demora nas ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas. Ele disse que a Casa já convidou órgãos municipais, estaduais e federais, entre eles o Corpo de Bombeiros e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para discutir o tema.
“Para a gente não ficar só no disse me disse, ‘a culpa é tua, não, a culpa é tua, eu fiz, tu não fez’, sem nenhuma responsabilização, acima de tudo, eu trago aqui para a Câmara esta discussão”, declarou.
Segundo Guedes, o objetivo é esclarecer o que foi feito, o que deixou de ser feito e quais providências serão tomadas.
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Desaparecimentos
O vereador Dione Carvalho (Agir) disse ter recebido, no último fim de semana, denúncias de mães que tiveram filhos sequestrados ou desaparecidos. Segundo ele, os casos permanecem como desaparecimentos até que a Polícia Civil esclareça o que ocorreu.
Dione afirmou que, para as famílias, Manaus é uma rota complexa quando se trata de desaparecimentos e sequestros de crianças, além de tráfico humano e de órgãos. Ele citou o caso de Sara Ruana.





