Hantavírus no Brasil: especialistas explicam como ocorre a transmissão da doença

A confirmação de dois casos de hantavírus no Paraná colocou as autoridades de saúde em alerta. A doença é transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina e saliva de roedores infectados.
Segundo o infectologista Alexandre Naime, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), a infecção ocorre pela inalação de partículas contaminadas. O risco é maior em ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões, depósitos, porões, casas abandonadas e embarcações.
O especialista explicou que o hantavírus não possui transmissão respiratória sustentada entre pessoas. Por isso, os casos costumam ocorrer de forma isolada e ligados à exposição ambiental.
As investigações sobre casos registrados em um cruzeiro internacional analisam a possível presença de roedores em áreas do navio. Outra hipótese é que alguns passageiros já tenham embarcado infectados antes da viagem.
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O hantavírus pode causar quadros graves. Nas Américas, a forma mais comum é a síndrome cardiopulmonar, que provoca insuficiência respiratória e falência cardíaca. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, náuseas e mal-estar, podendo evoluir para falta de ar, hemorragias e falência de órgãos.
De acordo com o médico, a taxa de mortalidade pode chegar a até 90% sem tratamento intensivo. Mesmo com atendimento em UTI, os índices permanecem elevados.
Atualmente, não existe medicamento antiviral específico contra a doença. O tratamento é feito com suporte hospitalar intensivo, incluindo ventilação mecânica e controle das complicações cardíacas e respiratórias.
Para reduzir o risco de infecção, especialistas recomendam evitar contato com resíduos de roedores, manter ambientes limpos e ventilados, vedar frestas e utilizar equipamentos de proteção durante limpezas em locais fechados ou abandonados.
*Com informações da CNN Brasil





