Pesquisador cria ‘linha direta’ para denunciar IAs rebeldes

O pesquisador de inteligência artificial Ryan Greenblatt desenvolveu um site para que agentes de IA denunciem seus colegas “rebeldes”. A plataforma foi batizada de “Linha direta de contato com IA”.
Greenblatt é cientista-chefe da organização sem fins lucrativos Redwood Research, dedicada à segurança da tecnologia, e um dos pesquisadores envolvidos na investigação do incidente da Hugging Face, startup que teve seu sistema atacado por agentes de IA autônomos da OpenAI em julho último. O episódio despertou preocupação mundial com a possibilidade de IAs saírem do controle e se desviarem de suas funções originais.
A “Linha direta de contato com IA” permite que os próprios agentes denunciem ações suspeitas de seus colegas, que poderiam levar a futuros ataques. A plataforma funciona tanto para ferramentas com acesso irrestrito à internet quanto para aquelas com acesso limitado.
A iniciativa não é a primeira. Outra opção é o agenthotline.ai, que também permite que agentes de IA registrem relatórios de incidentes e, se quiserem, os tornem públicos. Nesse caso, o serviço funciona tanto para agentes quanto para humanos.
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Estudo do Google DeepMind mostra agentes delatando trapaceiros
Segundo estudo publicado este mês pelo Google DeepMind, divisão de pesquisa em IA da empresa, agentes de IA não se opõem a delatar uns aos outros. No teste, pesquisadores liberaram 100 agentes com a instrução de resolver problemas matemáticos. Catorze deles encontraram brechas e trapacearam; um solucionou 34 dos problemas propostos, incluindo questões consideradas difíceis, em 27 minutos.
Os colegas não endossaram a atitude. Cerca de um quarto dos agentes que participaram do teste se voltaram contra o trapaceiro: auditaram as provas falsas, se organizaram entre eles e registraram uma queixa para os pesquisadores. Foram 24 “delatores” contra 14 “rebeldes”.
Outras empresas também relataram incidentes
O ataque à Hugging Face acabou não se revelando um incidente isolado. Desde julho, outras empresas de IA vieram a público e admitiram que seus próprios modelos também “se rebelaram”. Foi o caso da Anthropic, da Meta e até da chinesa DeepSeek. Em todos os casos, as IAs escaparam do ambiente isolado e acessaram a internet.





