Pesquisa aponta que 86% dos brasileiros apoiam uso de IA na segurança pública

A Pesquisa Nacional de Segurança e Tecnologia, realizada pela Quaest em parceria com a Pax e divulgada nesta sexta-feira (18), aponta que 86% dos brasileiros são favoráveis ao uso de inteligência artificial (IA) na segurança pública.
Do total, 60% se dizem totalmente favoráveis à utilização da tecnologia, enquanto 26% são mais favoráveis do que contrários. Outros 9% apresentam algum grau de oposição, sendo 4% mais contrários do que favoráveis e 5% totalmente contrários. Já 2% não são favoráveis nem contrários, e 3% não souberam ou não responderam.
Para Guilherme Russo, diretor de Inteligência em Opinião da Quaest, os resultados refletem tanto a preocupação da população com a segurança pública quanto a disposição para o uso de novas ferramentas no combate à criminalidade.
“A pesquisa confirma a preocupação atual dos brasileiros com a segurança pública, ressalta a busca por soluções, e demonstra a abertura dos brasileiros ao uso de tecnologia na segurança”, afirmou Russo.
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Principais aplicações
Entre as aplicações apresentadas aos entrevistados, o uso de câmeras com IA para ajudar na localização de pessoas desaparecidas teve 97% de aprovação.
A identificação de veículos roubados ou utilizados em crimes e a identificação de foragidos da Justiça aparecem em seguida, ambas com 96% de aprovação.
O reconhecimento facial com IA em locais de grande circulação, como estádios e áreas comerciais, recebeu 91% de apoio. O uso da tecnologia na proteção das fronteiras e no combate a facções criminosas teve 90% de aprovação em cada caso.
Além disso, 93% dos entrevistados consideram que câmeras de monitoramento integradas a ferramentas de IA e ao trabalho policial podem ser uma forma efetiva de melhorar a segurança pública no país. No caso do patrulhamento e da prevenção de crimes nas ruas, 96% avaliam que as câmeras conectadas a ferramentas de IA podem contribuir para essa atividade.
Motivos de oposição
Entre os entrevistados contrários ao uso de IA na segurança pública, o principal motivo apontado é o risco de erros e de identificação injusta de pessoas, citado por 16%.
Em seguida aparecem a percepção de que a tecnologia não funciona ou não melhora a segurança pública, com 15%, a preocupação com invasão de privacidade, com 12%, e a falta de confiança em inteligência artificial e tecnologia, mencionada por 10%.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 12 e 15 de setembro. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.





