“Conspiração doentia”: Trump e China trocam acusações sobre desaceleração da IA

Os apelos recentes de líderes de empresas de inteligência artificial para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia têm gerado controvérsia nos últimos dias. No sábado (12/9), o CEO da Anthropic, Dario Amodei, se juntou ao coro de empresários de IA pedindo a desaceleração da tecnologia, em artigo publicado.
O texto motivou resposta do presidente norte-americano Donald Trump. Em post na rede social Truth Social, ele acusou o movimento de beneficiar a China. “Há uma conspiração DOENTIA em curso contra a IA e os Data Centers, e a única que fica feliz com isso é a China”, escreveu.
Trump também afirmou que os Estados Unidos já têm mecanismos regulatórios para impedir as IAs de saírem do controle. “O governo Trump impediu que o pessoal da IA fizesse ‘coisas’ ruins ou potencialmente prejudiciais, como Dario (da Anthropic!), que agora finge ser um ‘anjinho perfeito’, e continuaremos a fazer isso! Já temos um enorme poder CRIMINAL e REGULATÓRIO sobre essas empresas!”, escreveu.
Por fim, o presidente americano declarou: “A única razão para o surto de IA/Data Centers estar acontecendo é porque os Estados Unidos estão liderando, com folga, todos os outros países. Não matem a galinha dos ovos de ouro!”.
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China responde e fala em “Guerra Fria”
Nesta segunda (14), a China respondeu. Em artigo publicado no Global Times, jornal de propriedade estatal, o veículo afirmou que a verdadeira intenção do texto de Amodei é “tentar conter o desenvolvimento da IA na China por meio de barreiras tecnológicas e monopólios regulatórios, manter a hegemonia monopolista de Washington em tecnologia de ponta e excluir a China do sistema global de governança da IA”. “Essa ‘Guerra Fria sinalizada da IA’ é hipócrita e míope”, completou o artigo.
O chefe de inteligência da China, ministro da Segurança do Estado, Chen Yixin, também se pronunciou nesta segunda, afirmando publicamente que “forças hostis” abusam de tecnologias generativas de IA para “fabricar rumores políticos e espalhar informações prejudiciais”. Ele não mencionou os EUA em seu pronunciamento.
Ainda em setembro, o líder chinês Xi Jinping tem encontro marcado com Donald Trump, em Washington, para uma reunião focada na governança e segurança da IA, em meio a crescentes apelos por controles mais rígidos sobre a tecnologia.





