Deputada alerta para suposta rede de abusos sexuais no jiu-jítsu em Manaus

A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) fez um alerta nas redes sociais, nesta quarta-feira (06/05), sobre denúncias envolvendo supostos casos de assédio, exploração e abuso sexual contra meninas no ambiente esportivo, especialmente no jiu-jitsu em Manaus.
A parlamentar afirmou estar “estarrecida” com a gravidade das denúncias e destacou a possibilidade de uma rede de abusadores atuando de forma estruturada e disfarçada de professores e esportistas.
“Eu tô estarrecida, eu tô chocada, eu tô enojada. Essa questão do jiu-jitsu, do assédio, da exploração de meninas, do abuso de meninas, é muito maior do que a gente pode imaginar. Só hoje nós recebemos denúncias contra quatro outros que se diziam mestres, mas que, se for comprovado, não passam de abusadores e estupradores”, disse.
Segundo a deputada, caso as acusações sejam confirmadas, os envolvidos “não passam de abusadores e estupradores”.
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As denúncias, de acordo com Campelo, envolvem vítimas de diferentes regiões do Brasil e do exterior, incluindo Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro e até pessoas que atualmente vivem nos Estados Unidos. Muitas dessas vítimas, hoje adultas, teriam sido expostas a situações de violência quando ainda eram crianças ou adolescentes inseridas em projetos esportivos.
“Meninas que eu vi pequenas sendo campeãs. E que hoje eu descubro que elas eram abusadas. E que a gente ficava feliz de vê-las ali num projeto social e essas meninas tiveram uma vida devastada”, afirmou ela.
Campelo também destacou que as investigações estão em andamento sob sigilo e podem revelar um cenário mais amplo do que o inicialmente imaginado e que os casos podem impactar de forma profunda o meio esportivo.
A deputada informou ainda que está atuando em articulação com autoridades, incluindo o Ministério Público, delegacias especializadas e representantes de outros estados e até do exterior. Ela citou também o apoio da delegada responsável pelas investigações e afirmou que há diálogo com autoridades de São Paulo e contatos com apoio jurídico nos Estados Unidos.
“Denunciem pra procuradoria da mulher. Vocês não estão sozinhas, nós não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Seja de onde for, seja da polícia, seja do judiciário, seja do legislativo, seja da iniciativa privada”, declarou.
A deputada classificou os relatos como parte de um cenário grave e disse acreditar na existência de uma possível rede de abusadores infiltrada em ambientes esportivos.





