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Irã suspende cerca de 800 execuções, mas Trump não descarta totalmente possíveis intervenção militar ao país

O governo do presidente Donald Trump acompanha de perto os protestos no país e avalia possíveis respostas caso as mortes voltem a ocorrer
15/01/26 às 16:44h
Irã suspende cerca de 800 execuções, mas Trump não descarta totalmente possíveis intervenção militar ao país

(Foto: reprodução)

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quinta-feira (15/1) que o Irã suspendeu cerca de 800 execuções após um ultimato dos Estados Unidos. Segundo ela, o governo do presidente Donald Trump acompanha de perto os protestos no país e avalia possíveis respostas caso as mortes voltem a ocorrer.

De acordo com Leavitt, Washington alertou Teerã sobre “graves consequências” se houver continuidade das execuções de manifestantes. Um dia antes, Trump declarou que os EUA adotariam “medidas muito duras” caso o regime iraniano passasse a enforcar participantes dos atos. Em publicação direcionada aos iranianos nas redes sociais, o presidente também pediu que os protestos continuassem e afirmou que “ajuda” estava a caminho.

Apesar do tom de ameaça, reportagem do The Washington Post informou que Trump recuou, ao menos por ora, de um ataque militar em larga escala contra o Irã. Assessores avaliaram que uma ofensiva dificilmente derrubaria o governo iraniano e poderia ampliar o conflito na região. O presidente, segundo o jornal, optou por monitorar a resposta de Teerã às manifestações.

O tema das execuções ganhou destaque com o caso de Erfan Soltani, de 26 anos, apontado por organizações de direitos humanos como um dos manifestantes que poderiam ser condenados à morte. Nesta quinta-feira, porém, o Judiciário iraniano negou que ele tenha recebido sentença capital. Segundo a Justiça, Soltani responde por acusações de conspiração contra a segurança interna e propaganda contra o regime, crimes que não preveem pena de morte. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base na mídia estatal iraniana.


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Entidades como a ONG curdo-iraniana Hengaw afirmam que a família de Soltani foi informada anteriormente de que a execução ocorreria, mas que a sentença acabou adiada. Uma fonte ouvida pelo portal IranWire relatou que parentes estariam sob forte pressão e impedidos de recorrer judicialmente, sob ameaças de agentes de segurança.

Os números de mortos na repressão variam conforme a fonte. Organizações não governamentais estimam mais de 3,4 mil mortes desde o início dos protestos, enquanto a Human Rights Activists News Agency (HRANA) aponta mais de 2,4 mil vítimas, dados que não puderam ser verificados de forma independente por veículos internacionais.

No cenário internacional, a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, anunciou a morte de um cidadão canadense “nas mãos das autoridades iranianas”, sem divulgar detalhes. Ela condenou a violência do regime e pediu o fim imediato da repressão.

Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro e se intensificaram nas últimas semanas, inicialmente motivados pela alta da inflação e pelo aumento abrupto dos preços de itens básicos. As manifestações se espalharam pelo país e passaram a contestar diretamente o governo. A crise foi agravada após o banco central encerrar um programa de acesso a dólares subsidiados, levando comerciantes a elevar preços e fechar lojas. Em resposta, as autoridades restringiram o acesso à internet e às comunicações, isolando o país durante os maiores atos.

Enquanto Trump mantém a pressão e ameaça novas medidas, o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, acusou os Estados Unidos de incitar os protestos e pediu que o presidente americano “cuide do próprio país”.

*Com informações do G1.