Fora da eleição, Carol Braz promete apoiar candidaturas de mulheres em outubro

A defensora pública Carol Braz revelou, nesta terça-feira (10/3), em entrevista ao programa Conexão Onda, da TV Onda Digital, que não será candidata nas eleições deste ano, mas vai trabalhar para fortalecer candidaturas de mulheres e o aumento na representação delas nos parlamentos.
Presente na cédula eleitoral nas três últimas eleições, Carol Braz optou neste ano por focar no trabalho na Defensoria Pública do Amazonas e concluir o curso de mestrado, atividades que estão consumindo muito tempo pessoal. Ficar fora da política, contudo, não é uma possibilidade e apoiar mulheres candidatas é a opção para este ano.
No último domingo, por exemplo, ela participou de um café da manhã promovido pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) e que serviu para celebrar mulheres que assumiram o protagonismo na administração pública, como a secretária municipal de Saúde, Shadia Fraxe, e a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal, Francilene Bezerra.
“Francilene foi a primeira colocada no treinamento de tiro realizado pela Polícia Federal, tem MBA em gestão. E quantas vezes vimos mulheres preparadas serem preteridas na hora da escolha de quem vai ficar no comando?”, destacou Carol
Confira a entrevista de Carol Braz:
Saiba mais:
Semana do Consumidor é oportunidade para quem quer ‘zerar’ dívidas, aponta pesquisa
Em novo livro, Samuel Hanan e Jorge Pinho investigam a ‘dívida invisível’ do modelo Zona Franca ]
Subrepresentação feminina é gritante
A presença de mulheres nos parlamentos do Amazonas segue abaixo da proporção feminina no eleitorado. Dados da Justiça Eleitoral indicam que as mulheres são maioria entre os eleitores do Estado, mas ocupam uma parcela menor dos cargos eletivos.
Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que possui 24 cadeiras, cinco são ocupadas por deputadas estaduais na legislatura iniciada em 2023. O número representa cerca de um quinto do total de parlamentares e está acima da média nacional, que é de 16%.
Na Câmara Municipal de Manaus, composta por 41 vereadores, quatro cadeiras são ocupadas por mulheres. Nas eleições municipais recentes, o número de candidatas cresceu, mas a proporção de eleitas permanece baixa.
Levantamentos sobre as câmaras municipais do interior também indicam presença reduzida de vereadoras em relação ao total de cadeiras. O cenário ocorre mesmo após a adoção de regras que exigem percentual mínimo de candidaturas femininas nas chapas proporcionais.
Em oito anos de eleições municipais, 1.082 mulheres concorreram a postos eletivos de todas as naturezas no Executivo e no Legislativo, mas somente 14 conseguiram se eleger vereadoras





