Raio X, ultrassom, tomografia e ressonância: entenda as diferenças entre os exames

Exames de imagem, como raio X, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, são utilizados para visualizar estruturas internas do organismo. Os procedimentos auxiliam no rastreamento, no diagnóstico e no acompanhamento de diferentes condições de saúde.
Segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), as Carretas da Saúde realizaram cerca de 65 mil atendimentos em 2025, na capital e nos municípios do interior. As unidades móveis oferecem exames como mamografia, ultrassonografia e tomografia, ampliando o acesso da população aos serviços de diagnóstico por imagem. O número corresponde às carretas estaduais e não representa a totalidade dos exames realizados pela rede pública do Amazonas.
A escolha do método depende da suspeita clínica, da região do corpo que precisa ser examinada e da avaliação médica. Conheça as principais diferenças.
Raio X: avaliação rápida de ossos e pulmões
A radiografia utiliza radiação ionizante para produzir imagens internas do corpo. Como estruturas mais densas, a exemplo dos ossos, absorvem maior quantidade dos raios X, elas aparecem mais claras na imagem.
O exame é frequentemente utilizado na investigação de fraturas e alterações nas articulações. Também pode auxiliar na avaliação dos pulmões, permitindo identificar sinais relacionados a pneumonias, acúmulo de líquido e outras condições.
Embora a quantidade de radiação seja controlada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece requisitos de qualidade e segurança para os serviços de radiografia. A indicação deve considerar a necessidade clínica e os benefícios esperados.

Ultrassonografia: imagens produzidas em tempo real
A ultrassonografia utiliza ondas sonoras de alta frequência e não emprega radiação ionizante. As ondas interagem com as estruturas internas e são convertidas em imagens observadas em tempo real.
O método é amplamente empregado durante o acompanhamento da gestação, mas também pode avaliar fígado, vesícula biliar, rins, coração, mamas, músculos, tendões e outras estruturas. A ultrassonografia com Doppler permite ainda analisar o fluxo do sangue em veias e artérias.
A qualidade das imagens pode variar conforme a região examinada, as características físicas do paciente e a finalidade da investigação.

Tomografia computadorizada: imagens detalhadas em cortes
A tomografia computadorizada também utiliza raios X. Durante o procedimento, o equipamento registra imagens de diferentes ângulos, que são processadas por computador e apresentadas em cortes detalhados do organismo.
O método é utilizado na avaliação de traumas, doenças pulmonares, dores abdominais agudas, hemorragias e alterações cerebrais. Também desempenha papel importante na investigação inicial de pacientes com suspeita de acidente vascular cerebral (AVC).
Por utilizar radiação ionizante, a tomografia deve ser indicada de acordo com critérios clínicos. A Anvisa determina que os serviços adotem protocolos destinados à garantia da qualidade das imagens e à segurança dos pacientes.

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Ressonância magnética: detalhamento de tecidos e órgãos
A ressonância magnética não utiliza radiação ionizante. O exame emprega um campo magnético e ondas de radiofrequência para produzir imagens detalhadas das estruturas internas do corpo.
O método é especialmente útil na avaliação do cérebro, da medula espinhal, dos músculos, dos ligamentos, das articulações e dos órgãos pélvicos. Dependendo da indicação, também pode ser utilizado para examinar vasos sanguíneos e outras regiões.
Antes do procedimento, o paciente deve informar à equipe sobre marca-passo, implantes, próteses, dispositivos eletrônicos, fragmentos metálicos, gravidez ou qualquer cirurgia anterior. A compatibilidade desses materiais com o equipamento precisa ser verificada.

Contraste: quando a substância é necessária?
Nem toda tomografia ou ressonância magnética precisa ser realizada com contraste. A decisão depende da área examinada, da hipótese diagnóstica e das informações que o médico precisa obter.
O Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) informa que os meios de contraste são utilizados para melhorar a visualização de órgãos, tecidos, vasos sanguíneos e determinadas alterações. Na tomografia, geralmente são empregados agentes à base de iodo. Na ressonância, podem ser utilizados agentes à base de gadolínio.
A aplicação intravenosa é frequente, mas, conforme o tipo de exame, o contraste também pode ser administrado por via oral, retal ou diretamente em uma articulação.
Os contrastes apresentam, de modo geral, bom perfil de segurança, mas podem provocar reações adversas. Antes da administração, a equipe deve avaliar fatores como reações anteriores, alergias, asma, função renal, gravidez e uso de medicamentos.
Pacientes com doença renal, histórico de reação ao contraste ou outras condições clínicas devem comunicar essas informações à equipe. A necessidade do contraste e as medidas de segurança devem ser definidas pelos profissionais responsáveis pelo exame.






