Limpar fezes de pombo e morcegos pode te deixar doente; entenda

A Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) fez um alerta para os riscos da histoplasmose, doença causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, que se desenvolve em ambientes com acúmulo de fezes de pombos ou morcegos e em solo contaminado.
A transmissão ocorre quando a pessoa respira poeira contaminada pelo fungo, especialmente durante atividades como limpeza de forros, telhados, caixas d’água, galpões e prédios abandonados. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa, mas a exposição a ambientes com fezes secas de aves ou morcegos é o principal fator de risco.
Como a doença é transmitida
O fungo causador da histoplasmose está presente em fezes de pombos e morcegos, principalmente quando secas e transformadas em poeira. Ao inalar essa poeira contaminada, a pessoa pode desenvolver a doença. Por isso, forros, sótãos, telhados, caixas d’água, escolas e prédios abandonados com presença de pombos são considerados ambientes de risco.
A orientação é que, antes de qualquer limpeza nesses locais, a área seja umedecida para evitar a dispersão da poeira. Fezes secas nunca devem ser varridas, pois isso aumenta a propagação do fungo no ar.
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Principais sintomas
Os sintomas podem surgir entre 3 e 17 dias após a exposição ao fungo. Os mais comuns são febre, tosse, falta de ar, cansaço intenso, dor no peito e mal-estar geral. Idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa podem desenvolver formas mais graves, com comprometimento pulmonar e até disseminação para outros órgãos.
Diante de qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde, já que o diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação.
Prevenção e cuidados
A prevenção envolve medidas simples, porém eficazes. A principal recomendação é evitar o contato com acúmulos de fezes de aves ou morcegos. Quem precisa limpar locais de risco deve usar equipamentos de proteção individual, como máscara respiratória adequada, luvas e botas. Também é importante manter caixas d’água, telhados e forros protegidos contra a entrada de aves e não alimentar pombos, já que isso atrai mais animais para o local.
A Semsa reforça que não se deve usar veneno, armas ou métodos que causem maus-tratos aos pombos, prática proibida e que representa riscos a pessoas, animais domésticos e ao meio ambiente. A medida mais eficaz é impedir o acesso das aves por meio de manejo ambiental e barreiras físicas.





