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Consumo de proteína: o perigoso limite entre o ganho de massa e a falência renal

Especialistas alertam que o consumo excessivo de suplementos pode virar gordura e sobrecarregar os rins
15/02/26 às 21:28h
Consumo de proteína: o perigoso limite entre o ganho de massa e a falência renal

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O consumo desenfreado de suplementos e produtos industrializados “enriquecidos” com proteína tem gerado um alerta entre especialistas em saúde. Embora o nutriente seja essencial para a formação de músculos e tecidos, o excesso pode não apenas ser armazenado como gordura corporal, mas também desencadear falência renal em pessoas com predisposição genética.

Reportagem do G1 destacou o caso do ex-atleta Tiago Guzoni, de 30 anos, que precisou de um transplante de rim após dois anos de uma dieta hiperproteica extrema.

Sem utilizar anabolizantes, Tiago apostava em altas doses de carne e shakes para ganhar massa muscular, mas acabou descobrindo tardiamente que seus rins operavam com apenas 50% da capacidade.

O Mito do “Quanto Mais, Melhor”

Especialistas explicam que o corpo possui um limite de absorção por refeição, geralmente entre 25 e 30 gramas. O que excede essa marca é descartado ou transformado em reserva de gordura.

A recomendação diária varia, mas a média para a população geral é de 1 grama por quilo de peso. Há, porém, divergências internacionais:

  • OMS: 0,8 a 1,2g por quilo.

  • Diretrizes dos EUA: 1,2 a 1,6g por quilo.

Comida de Verdade vs. Industrializados

Uma análise nutricional revela que alimentos in natura são, na maioria das vezes, superiores aos produtos “protein”:

  • Equivalência: Duas unidades de ovo (13g de proteína) equivalem a uma barra de proteína média (12g a 15g).

  • Vantagem Nutricional: Enquanto o ovo oferece vitaminas e minerais, as barrinhas e biscoitos proteicos frequentemente contêm altos índices de gordura saturada, adoçantes e espessantes.


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O que acontece com o corpo quando há o consumo excessivo de proteínas?


Nutricionistas reforçam que uma dieta equilibrada com arroz, feijão, carne e salada é suficiente para atingir as metas proteicas da maioria das pessoas, dispensando suplementação.

Para quem busca performance ou tem restrições, a orientação é realizar exames simples de creatinina e urina para monitorar a saúde renal antes de iniciar dietas restritivas ou hiperproteicas.

*Com informações do G1.

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