Período de chuvas aumenta aparição de piolhos-de-cobra dentro das casas

Foto: Wikimedia Commons.
Com a intensificação do período de chuvas, aumenta também a aparição de alguns animais dentro das residências. Entre eles está o piolho-de-cobra, também conhecido como gongolo, que costuma surgir com mais frequência em ambientes urbanos durante meses de maior umidade.
A presença do animal está relacionada às mudanças climáticas típicas da estação chuvosa. Como vivem em locais escuros, úmidos e ricos em matéria orgânica em decomposição, os piolhos-de-cobra acabam migrando para áreas que apresentam características semelhantes ao seu habitat natural, como quintais, jardins e até o interior das casas.
Apesar do nome, o piolho-de-cobra não é um piolho e também não tem relação com cobras. O animal pertence à classe dos diplópodes, grupo de artrópodes que possuem corpo cilíndrico, um par de antenas e dois pares de patas em cada segmento do corpo. Dependendo da espécie, o número de patas pode variar entre 20 e 100.
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Segundo informações do Instituto Butantan, quando esses animais são esmagados podem liberar uma substância que provoca manchas arroxeadas na pele, semelhantes a um hematoma. A coloração ocorre devido à liberação de compostos químicos usados como mecanismo de defesa.
Quando se sentem ameaçados, os piolhos-de-cobra também podem liberar um cheiro forte para afastar predadores. Em caso de contato com o animal, a orientação é lavar a área atingida com água e sabão.
O que fazer para evitar piolhos-de-cobra em casa?
Os ambientes prescisam estar sempre limpos, bem iluminados e arejados, além de evitar o acúmulo de folhas e materiais orgânicos em decomposição em quintais e jardins. Também é indicado vedar frestas, ralos e possíveis pontos de entrada.
Em casos de grande quantidade de animais no local, pode ser necessário recorrer ao uso de inseticidas ou buscar orientação de profissionais especializados para controlar a proliferação.





