“Não aceitamos a renúncia”: oposição no Paraguai exige impeachment de Peña

Parlamentares de diversos partidos da oposição ao governo do Paraguai se posicionaram contra a renúncia apresentada pelo presidente Santiago Peña nesta quinta-feira (5/11). Alvo de um processo de impeachment, Peña anunciou a saída do cargo em meio ao colapso do banco digital Ueno. A oposição afirma que vai exigir que a Câmara dos Deputados conclua o procedimento de afastamento.
Segundo os opositores, o principal motivo da rejeição é o benefício legal concedido a ex-presidentes no Paraguai. Com a saída voluntária do cargo, Peña adquiriria imunidade parlamentar vitalícia. Ele não poderia ser julgado em tribunais comuns pelas acusações ligadas ao esquema financeiro do Ueno Bank, o que o blindaria das investigações criminais em andamento.
Reações no Congresso
A senadora da oposição Esperanza Martínez afirmou que insistirá no impeachment de Peña e do vice-presidente Pedro Alliana. “Não aceitamos a renúncia de Santiago Peña. Ele e o vice-presidente Alliana devem sofrer impeachment. Rejeitamos a imunidade parlamentar para Santiago Peña. Punição para todos os responsáveis e seus cúmplices. O Paraguai precisa de Justiça. Não a pactos de impunidade”, declarou.
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O senador Rafael Filizzola, do Partido Democrático Progressista, argumentou que a renúncia chegou tarde demais. “O dano já está feito. Enganou milhões de paraguaios e saqueou o dinheiro do povo. Tem que ser destituído e processado penalmente”, escreveu em suas redes sociais.
Apesar da pressão da oposição, a renúncia de Peña ainda precisa ser analisada e aceita pelo Congresso paraguaio, que deverá convocar uma sessão para tratar do assunto. Enquanto isso, o vice-presidente Pedro Alliana assume o comando do país temporariamente.





