Renúncia, acordo e racha: o que mudou no jogo após Roberto Cidade assumir o governo

(Foto: Divulgação)
Nos bastidores da política amazonense, comenta-se que a renúncia de Wilson Lima e Tadeu de Souza não foi um movimento isolado nem uma surpresa completa para todo mundo.
A informação que circula é que o senador Omar Aziz já tinha ciência da saída do governador e do vice. Era um movimento político acompanhado de perto e que, em alguma medida, passava por alinhamentos em conjunto.
O desenho que corria nos bastidores era de uma transição com certo acordo, apontando para um cenário em que o jogo caminharia para uma composição mais organizada.
Mas o roteiro mudou.
Mudou no momento em que Roberto Cidade sentou na cadeira.
Ao assumir o governo, Cidade deixou de ser peça e passou a ser o centro do tabuleiro.
E a leitura nos bastidores é de que ele rapidamente entendeu o peso da caneta e o tamanho da oportunidade.
Cidade, que até então tinha como foco a disputa para deputado federal, passou a olhar para a permanência no Executivo. E mais do que isso: para disputar a eleição tampão e se manter competitivo para outubro.
Foi aí que o acordo implodiu.
O ambiente que caminhava para uma composição virou disputa.
E o que parecia um movimento calculado passou a abrir um novo jogo, com interesses em choque e um tabuleiro completamente reconfigurado.
Agora, o que está em jogo não é mais a transição.
É quem vai conseguir transformar esse movimento em força.





