Vorcaro, Banco Master e outros réus são multados em R$ 201,5 milhões

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou o Banco Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outros envolvidos por irregularidades em operações com cotas do fundo imobiliário Brazil Realty. As multas aplicadas somam R$ 201,5 milhões. As decisões ainda podem ser contestadas por meio de recurso ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN).
A CVM é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda responsável por regular e fiscalizar o mercado de capitais brasileiro. O órgão acompanha a atuação de companhias abertas, fundos de investimento, corretoras e outros participantes do setor, investiga irregularidades e trabalha para proteger os investidores, garantindo maior transparência e segurança às operações financeiras.
Daniel Vorcaro e Henrique Moura Vorcaro foram multados em R$ 20 milhões cada. O Banco Master, que se encontra em liquidação extrajudicial, recebeu uma penalidade de R$ 12,5 milhões. Também foram condenados Benjamim Botelho de Almeida, com multa de R$ 20 milhões, e a Sefer Investimentos, penalizada em R$ 24 milhões.
Antônio Carlos Freixo Junior foi multado em R$ 5 milhões, enquanto a Entre Investimentos e Participações recebeu uma sanção de R$ 10 milhões. Outras pessoas e empresas incluídas no processo também foram condenadas, levando o valor total das penalidades a R$ 201,5 milhões.
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Operações com fundo imobiliário
O processo administrativo sancionador foi instaurado para apurar irregularidades relacionadas à terceira emissão de cotas do Brazil Realty Fundo de Investimento Imobiliário. Segundo a CVM, o caso envolveu operação fraudulenta no mercado de capitais, descumprimento de deveres fiduciários e informacionais e embaraço à fiscalização.
As irregularidades teriam ocorrido entre 2018 e 2019 e incluído a manipulação de ativos para elevar artificialmente o patrimônio do fundo. De acordo com as apurações, a operação ocorreu no período em que o grupo de Vorcaro buscava comprovar capacidade patrimonial para assumir o controle do então Banco Máxima, posteriormente rebatizado como Banco Master.
Em dezembro de 2025, a CVM rejeitou uma proposta de termo de compromisso apresentada por parte dos investigados para encerrar o processo sem julgamento. A oferta previa o pagamento de valores à autarquia, mas o colegiado considerou, entre outros fatores, a gravidade das acusações e o envolvimento de fundos com investidores ligados a regimes próprios de previdência social.





