Nova atualização do Pix facilita pagamentos automáticos; veja o que muda

O Pix ganhou uma nova atualização para facilitar pagamentos automáticos e recorrentes, como mensalidades de academias, escolas e serviços de streaming. As mudanças foram implementadas pelo Banco Central (BC) nas versões 2.10.0 do Manual de Padrões para Iniciação do Pix (MPI) e da API Pix e já estão em vigor.
Entre as novidades estão melhorias técnicas no gerenciamento de recorrências do Pix Automático e ajustes nos textos das regras, com o objetivo de tornar as orientações mais claras para empresas e instituições participantes.
O Pix Automático permite que pagamentos recorrentes sejam realizados de forma automática, sem que o cliente precise repetir a operação a cada cobrança. A atualização busca aprimorar justamente esse gerenciamento e facilitar a integração dos sistemas utilizados pelas empresas.
Leia mais
Lula cita Pix e critica Flávio Bolsonaro em vídeo antes do 7 de Setembro
Pix movimenta R$ 35 tri e alcança 86% dos brasileiros
Como funciona
A API Pix é uma interface que conecta sistemas de empresas e plataformas de vendas diretamente às instituições participantes do Pix. Com ela, processos como a geração de QR Codes, cobranças com vencimento futuro, pagamentos parcelados e conciliação financeira podem ser automatizados.
Para empresas e microempreendedores individuais (MEIs), a ferramenta permite integrar sistemas de venda ou gestão às funcionalidades de cobrança do Pix. Dessa forma, a geração de QR Codes dinâmicos pode ocorrer automaticamente durante o pagamento, com confirmação e baixa da operação em tempo real.
Sem essa integração, comerciantes e prestadores de serviços dependem de processos mais manuais, como o uso de QR Codes estáticos ou chaves Pix e a conferência individual dos pagamentos.
Segundo o Banco Central, a padronização da API Pix contribuiu para a expansão do pagamento instantâneo no comércio brasileiro. A integração entre sistemas de varejistas e instituições financeiras ajudou a ampliar o uso do QR Code dinâmico, que passou de 5% das transações em 2021 para 40% em 2025.





