Deolane tem prisão mantida por suposta ligação com o PCC

A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, investigada por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi proferida pelo juiz Matheus Aquino Pirola Kruger em 21 de agosto, após pedido de revisão apresentado pela defesa.
Deolane está presa desde 21 de maio, quando foi alvo da Operação Vérnix. A investigação apura a atuação de um suposto núcleo financeiro responsável por movimentar e ocultar recursos provenientes de atividades criminosas.
A defesa solicitou a substituição da prisão por medidas cautelares ou pela prisão domiciliar. O pedido foi rejeitado sob o argumento de que a liberdade da influenciadora poderia representar risco de repetição de supostos crimes financeiros, que poderiam ser praticados mesmo sem deslocamento físico.
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O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também se manifestou favoravelmente à manutenção da prisão. Segundo o promotor Lincoln Gakiya, Deolane teria integrado o núcleo financeiro investigado e poderia voltar a cometer crimes caso fosse colocada em liberdade.
A investigação aponta movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados pela influenciadora. De acordo com as apurações, as transações analisadas teriam alcançado aproximadamente R$ 140 milhões.
Deolane e outros cinco investigados tornaram-se réus após a Justiça aceitar uma denúncia por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Entre os acusados estão pessoas apontadas como integrantes ou familiares de integrantes da cúpula do PCC.
A defesa de Deolane nega qualquer ligação da influenciadora com a facção criminosa e sustenta que os recursos movimentados têm origem lícita. Os advogados também consideram a prisão preventiva desnecessária e desproporcional.





