Pablo Marçal lança consultoria política após se tornar inelegível até 2032

(Foto: Reprodução)
Mesmo impedido pela Justiça Eleitoral de disputar cargos públicos até 2032, o empresário e influenciador Pablo Marçal (PRTB) encontrou uma nova forma de atuar no cenário político. Ele passou a oferecer serviços de consultoria eleitoral a pré-candidatos que pretendem concorrer nas eleições deste ano. A iniciativa, segundo o jornal O Globo, tem sido utilizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para estreitar relações com empresários da região da Faria Lima, em São Paulo.
A operação é conduzida por Filipe Sabará, considerado um dos principais aliados de Marçal. Registros obtidos pela reportagem junto à Junta Comercial de São Paulo revelam que Sabará abriu, no ano passado, duas empresas voltadas para publicidade e treinamento. Uma delas atende pelo nome de Unipoli, sigla para “Universidade Política” e comercializa cursos on-line no valor de R$ 496.
“Infelizmente esse assunto não é ensinado adequadamente nas escolas e quando ministram é feito de forma ideológica”, afirma a plataforma em sua apresentação.
Inicialmente, o projeto aposta na venda de cursos digitais de curta duração. A proposta foi apresentada ao público em novembro do ano passado, durante um evento realizado em Alphaville chamado “Como destravar o Brasil”.

Leia mais:
Lula assina MP que reajusta piso salarial de professores para R$ 5.130,63
Carlos visita Bolsonaro na Papudinha e critica prisão do pai: “Inacreditável”
Com divulgação limitada nas redes sociais, o perfil do negócio no Instagram reúne apenas 25 seguidores. Entre eles está o ex-deputado estadual Frederico D’Ávila (PL-SP), político com forte interlocução no agronegócio paulista.
Derrotado na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024, Pablo Marçal teve uma campanha marcada por controvérsias. Durante o processo eleitoral, acusou repetidamente o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) de uso de cocaína, sem apresentar provas, estratégia que culminou na circulação de um laudo falso às vésperas do primeiro turno. Além disso, protagonizou episódios de tensão em debates, teve um assessor envolvido em agressão ao marqueteiro de Ricardo Nunes (MDB) e acabou sendo atingido por uma cadeirada desferida por José Luiz Datena (PSDB).






