Lula diz que STF deve analisar casos de ministros em uma única sessão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu nesta quinta-feira (17/9) que os casos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro sejam analisados conjuntamente pela Corte. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Itatiaia.
Lula afirmou que todos os magistrados citados no material relacionado ao fundador do Banco Master deveriam ser submetidos ao mesmo procedimento e julgados na mesma sessão. Segundo o presidente, a medida evitaria tratamentos diferentes e permitiria uma avaliação ampla das informações reunidas nas investigações.
“Se quiser fazer justiça na votação, tem que colocar todo mundo no mesmo dia. Vamos saber se os telefonemas são verdade, se o Fux está envolvido, se o André Mendonça está envolvido, se o presidente do TSE está envolvido. Vamos saber quem está envolvido para apurar”, declarou Lula.
O presidente criticou a possibilidade de um ministro ser julgado antes das eleições e os demais somente depois. Para Lula, as informações reunidas nas investigações devem ser divulgadas e todos os casos precisam ser analisados conjuntamente.
“O que você não pode é julgar uma pessoa antes das eleições e os outros depois. Julga todo mundo de uma vez, analisa todo mundo. Todo mundo agora quer ter o material. É só tornar público”, acrescentou.
➡️ Lula defende julgamento simultâneo no STF: “Tem que colocar todo mundo no mesmo dia”
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— Metrópoles (@Metropoles) September 17, 2026
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A manifestação ocorre em meio ao impasse no STF sobre a análise de procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Na terça-feira (15/9), o plenário começou a discutir se os casos deveriam ser reunidos ou examinados separadamente.
Até a suspensão da sessão, quatro ministros haviam votado pela análise separada: Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin defenderam a reunião dos procedimentos. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Flávio Dino, que terá até 90 dias para devolver o processo.
O debate começou após a Polícia Federal entregar relatórios com informações obtidas nas investigações sobre Vorcaro. Parte do material contém referências e diálogos atribuídos a integrantes do STF. A existência das mensagens ou das citações, entretanto, não representa comprovação de crime.
O presidente do Supremo, Edson Fachin, também suspendeu a sessão que estava prevista para o dia 23 de setembro e analisaria o relatório relacionado a André Mendonça. Ainda não foi definida uma nova data para a retomada das discussões.





