Lula diz que Moraes prestou “grandes serviços à democracia” no TSE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (16/9) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prestou “grandes serviços à democracia brasileira” no período em que esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em entrevista ao podcast Desce a Letra, o petista lembrou que Moraes presidia o TSE quando venceu as eleições de 2022 e destacou o papel do ministro diante das tentativas do ex-presidente Jair Bolsonaro de contestar o resultado das urnas.
“Ele foi presidente do TSE quando ganhei as eleições e ele sabe, o Brasil sabe, a tentativa que o Bolsonaro fez pra destruir a credibilidade das urnas brasileiras”, disse.
Críticas a Flávio Bolsonaro
Lula também afirmou que o grupo político de seu principal adversário nas eleições deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tem “obsessão” em “pegar Alexandre de Moraes”. Segundo o presidente, a insatisfação do senador não tem relação com o caso Banco Master, mas com decisões anteriores de Moraes, como a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
“A obsessão deles é pegar o Alexandre de Moraes. Mas eles não querem brigar com o Alexandre pelo Banco Master. Não é por isso que eles têm raiva. Ele tem rabo preso ao Banco Master mais do que qualquer outra pessoa. A raiva dele do Alexandre é porque o Moraes mandou prender o cara que mandou matar a Marielle, ele tem raiva porque o Moraes mandou prender o pai dele e os golpistas do 8 de Janeiro”, afirmou.
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Contexto da fala
A declaração ocorre um dia depois de o STF realizar sessão extraordinária para analisar o relatório da Polícia Federal sobre mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Na primeira parte da sessão, o ministro Gilmar Mendes havia levantado uma questão de ordem que incluía, entre outros pontos, a solicitação de análise conjunta dos casos de Alexandre de Moraes e do ministro André Mendonça.
Em referência aos acontecimentos do dia anterior, Lula defendeu que “todo mundo que cometeu erro, em qualquer área, tem que ser julgado”. “O que eu defendo é um julgamento justo”, completou o presidente.





