Flávio diz que afastamento de chefe da PF expõe suposto “grupo de Lula” na corporação

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (8) que o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, teria exposto um suposto grupo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dentro da corporação. Em publicação nas redes sociais, ele acusou a estrutura de segurança pública de atuar contra adversários políticos do petista e defendeu que a PF “volte a ter autonomia”.
“Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente”, escreveu o candidato. Na mesma publicação, afirmou que a corporação deveria investigar criminosos, e não “adversários políticos de Lula”.
O senador também fez críticas diretas a Andrei Rodrigues, a quem chamou de “aliado” e “preposto de Lula”. Segundo Flávio, o diretor afastado seria responsável por liderar supostas investigações clandestinas contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
As declarações ocorreram após o ministro André Mendonça determinar o afastamento preventivo de Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Mendonça afirmou ter sido alvo de monitoramento ilegal por parte da inteligência da corporação e determinou que a Corregedoria da PF investigue a produção dos relatórios.

Leia mais
Afastados da PF por Mendonça, Rodrigues e Almada fizeram carreira no Amazonas
Erika Hilton critica boneco de Trump em ato de Flávio Bolsonaro na Paulista
Flávio associa Lula à atuação da PF
Na segunda-feira (7), durante ato de 7 de Setembro em São Paulo, o candidato já havia afirmado que pretendia acabar com o que chamou de “consórcio entre Lula e Alexandre de Moraes”.
Nesta terça, ao comentar o afastamento de Rodrigues, voltou a associar o presidente ao comando da Polícia Federal. O diretor-geral afastado está à frente da corporação desde o início do terceiro mandato de Lula e, antes de assumir o cargo, chefiou a equipe de segurança do então candidato na campanha de 2022.
As acusações constituem a avaliação política de Flávio sobre o episódio. A decisão de Mendonça trata de suspeitas relacionadas à produção de relatórios de inteligência da PF, mas não estabelece que Lula tenha determinado investigações contra adversários políticos.





