Flávio compara canetas emagrecedoras à picanha de Lula

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, criticou nesta segunda-feira (28/9) a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de disponibilizar canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em entrevista ao SantoFlow Podcast, o parlamentar comparou a iniciativa à promessa de ampliar o acesso da população à picanha, feita pelo petista em campanhas anteriores.
“Está faltando remédio para dor de cabeça na UBS e o cara está prometendo canetinha de R$ 3 mil por mês”, declarou Flávio. “É a nova picanha dele. Ele vai prometer e não vai entregar”, acrescentou, ao classificar a proposta do governo como inviável.
Prosperidade como contraponto ao governo
Flávio também procurou contrapor seu projeto econômico às políticas da atual gestão. “Eu quero que o pobre seja rico e o Lula quer que o pobre se mantenha na pobreza. Comigo aqui é prosperidade”, afirmou.
O senador disse que pretende estimular a população a ter “ambição de prosperar” e declarou que Lula “não é pai dos pobres há muito tempo”. Ao criticar as condições econômicas do país, afirmou que brasileiros de baixa renda enfrentam dificuldades e estão “na fila do osso”.
“Eu não vou prometer coisas mirabolantes atrás de voto, como acontece com o Lula”, completou o candidato. As declarações foram dadas a menos de uma semana do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
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Incorporação ainda será analisada
Lula anunciou em 17 de setembro, durante visita a uma fábrica da Eurofarma em Montes Claros (MG), que medicamentos contra a obesidade deverão ser oferecidos gratuitamente pelo SUS. O presidente afirmou que a distribuição dependerá de indicação médica e seguirá protocolos clínicos.
Em 24 de setembro, o Ministério da Saúde protocolou na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) um pedido para avaliar a oferta de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1. A proposta abrange produtos à base de semaglutida ou liraglutida, mas ainda não representa a incorporação definitiva nem estabelece data para o início da distribuição.
A eventual oferta dependerá da avaliação técnica da Conitec, da definição dos pacientes que poderão receber o tratamento e da análise do impacto financeiro para o sistema público. Paralelamente, o Ministério da Saúde acompanha um estudo com 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre.





