Líderes evangélicos defendem Flávio Bolsonaro de boato

Lideranças evangélicas saíram em defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira (28/9), após a circulação de uma informação falsa que atribuía ao senador a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Em nota, o Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores de explorarem eleitoralmente o boato. A entidade afirma reunir mais de 10 mil pastores de diferentes denominações.
“Repudiamos com veemência a utilização de uma fake news por Lula e seus seguidores para atingir um adversário político e, o mais grave, promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos”, declarou o conselho.
O grupo afirmou ainda que católicos e evangélicos convivem pacificamente e que não existe iniciativa de líderes protestantes para cancelar feriados ou cultos de outras religiões.
Nota tem 14 signatários
O documento é assinado por 14 lideranças, entre elas o pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo; o apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo; e o bispo Robson Rodovalho, da Igreja Sara Nossa Terra.
Também subscrevem a manifestação César Augusto, Samuel Câmara, Galdino Júnior, Jabes de Alencar, Teó Hayashi, Cláudio Duarte, Luiz Hermínio, Ezequiel Teixeira, Paulo Roberto, Marcus Gregório e Simonton Araújo.
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Boato repercutiu na campanha eleitoral
A informação falsa ganhou força nas redes sociais na quinta-feira (24/9), depois de Flávio Bolsonaro ser associado a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli. A proposta, da qual o senador não participou, foi rejeitada e arquivada pela Câmara dos Deputados em 2008. Não existe declaração conhecida de Flávio defendendo a retirada do título de padroeira.
Na sexta-feira (25/9), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção das publicações que apresentavam a alegação como verdadeira, classificando o conteúdo como “notoriamente inverídico”. A medida não alcançou conteúdos jornalísticos nem publicações destinadas a desmentir o boato.
Lula abordou o assunto em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, no domingo (27/9). Mesmo depois de ser informado pelos entrevistadores de que a história era falsa, o presidente declarou que Nossa Senhora Aparecida permaneceria como padroeira porque “o povo brasileiro quer e tem fé”.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por sua vez, negou ter produzido, autorizado ou participado da divulgação da informação falsa. A entidade afirmou que repudia o uso de conteúdos inverídicos, independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado.





