Fernando Haddad deve deixar Ministério da Fazenda ainda em fevereiro

(Foto: reprodução)
O presidente Lula (PT) deve discutir a troca de dois ministros em seu retorno a Brasília. Além do ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski, que manifestou o desejo de deixar a pasta até o final desta semana, o ministro da fazendo, Fernando Haddad, também deve deixar o cargo em breve.
Ainda no fim de 2025, Lewandowski já teria conversado com o presidente sobre o desejo de antecipar sua saída do Ministério da Justiça, com possibilidade de deixar a pasta até esta semana. Já Haddad sinalizou que pretende se desligar do comando da Fazenda até fevereiro, embora tenha indicado disposição para permanecer no cargo até o fim do mês.
No Ministério da Justiça, interlocutores afirmam que o ministro comunicou internamente a decisão de encerrar sua passagem pela pasta e que a definição do momento exato depende de aval final de Lula. Entre técnicos, há quem defenda a permanência de Lewandowski até a tramitação final da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que ainda precisa passar pela Câmara e pelo Senado.
Na equipe econômica, a expectativa é de que o secretário-executivo Dario Durigan assuma interinamente o comando da Fazenda após a saída de Haddad. O ministro tem demonstrado interesse em atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula, enquanto setores do PT avaliam alternativas como uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado.
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Mesmo antes da eventual saída de Haddad, a estrutura da Fazenda já começou a passar por mudanças. O então secretário de Reformas Econômicas, Marcos Barbosa Pinto, deixou o ministério antes do recesso, em uma saída anunciada ainda em novembro. Governistas avaliam que o ciclo da agenda reformista da pasta foi concluído neste terceiro mandato de Lula.
No caso do Ministério da Justiça, a sucessão é considerada mais complexa. Dentro do PT, há pressão para que Lula aproveite a saída de Lewandowski para desmembrar a pasta e criar um Ministério da Segurança Pública, em resposta às críticas do eleitorado sobre a atuação do governo na área, que aparece entre as principais preocupações nas pesquisas de opinião.
Auxiliares relatam que Lewandowski pretende concluir sua gestão após os atos oficiais relacionados ao 8 de Janeiro. De forma reservada, secretários apontam desgaste do ministro diante da condução de temas sensíveis sem respaldo político consistente do Planalto, além de dificuldades de articulação no Congresso Nacional, onde projetos considerados prioritários pela pasta acabaram modificados durante a tramitação.
*Com informações do G1.






