Eleitorado de 2026 tem mais mulheres e indígenas; Norte lidera em crescimento porporcional

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (20) a atualização do eleitorado brasileiro para as eleições de 2026, revelando mudanças no perfil dos votantes. O país atingiu um recorde de 158.745.463 eleitores aptos a votar. O levantamento aponta que as mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores brasileiros, enquanto o número de indígenas cadastrados praticamente dobrou. Outro destaque é o avanço do eleitorado na Região Norte, que apresentou o maior crescimento proporcional do país, ampliando o peso político da Amazônia nas próximas eleições.
Ao todo, o Brasil ganhou 2,29 milhões de novos eleitores em relação às eleições gerais de 2022, crescimento de 1,46%. A votação do primeiro turno está marcada para 4 de outubro, quando os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Mulheres continuam sendo maioria nas urnas
O novo cadastro eleitoral confirma a predominância feminina no eleitorado brasileiro. Em 2026, 83.877.126 mulheres estão aptas a votar, o equivalente a 52,84% do total nacional. Em comparação com 2022, houve um aumento de mais de 1,5 milhão de eleitoras.
Os homens somam 74.845.001 eleitores, representando 47,16% do eleitorado. O crescimento do público masculino foi menor, de cerca de 800 mil novos eleitores no mesmo período.
Os dados reforçam que as mulheres seguem como o principal grupo eleitoral do país e devem ter papel relevante na definição dos resultados das eleições de 2026.
Eleitorado indígena cresce 84% e amplia representatividade
Uma das principais novidades do levantamento é o avanço da autodeclaração de raça e cor no cadastro eleitoral.
O número de eleitores indígenas passou de 155.661, em 2024, para 287.157 em 2026, crescimento de 84,47%, o maior já registrado nesse segmento.
Também houve aumento entre os demais grupos autodeclarados: os pardos foram de 8,5 milhões para 16,9 milhões; os pretos, de 1,8 milhão para 3,58 milhões; os brancos, de 5,2 milhões para 11,6 milhões; e os amarelos, de 114 mil para 229 mil.
Segundo o TSE, esse crescimento está relacionado principalmente ao maior preenchimento da informação de raça e cor no cadastro eleitoral, reduzindo o número de registros sem identificação.
Norte lidera crescimento e amplia peso da Amazônia
Na Região Norte, onde está o Amazonas, os números mostram um fortalecimento do peso eleitoral.
O Norte registrou o maior crescimento proporcional do país, passando de 12,56 milhões para 13,10 milhões de eleitores, alta de 4,37%, acima da média nacional.
Com isso, a participação da região no eleitorado brasileiro aumentou de 8,03% para 8,26%, consolidando a Amazônia como uma das regiões de maior expansão eleitoral do Brasil.
Entre os estados, Roraima apresentou o maior crescimento proporcional do país, de 9,63%, seguido por Tocantins, com 8,07%, e Mato Grosso, com 6,84%, evidenciando a expansão do eleitorado na região amazônica e no Centro-Oeste.
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Eleitorado no exterior cresce mais de 30%
O eleitorado no exterior passou de 697.078 para 918.876 pessoas, crescimento de 31,82%, o maior avanço proporcional entre todos os segmentos analisados pelo TSE.
Brasil terá eleitorado mais envelhecido
Os dados também mostram mudança no perfil etário dos eleitores. O grupo de brasileiros com 60 anos ou mais cresceu de 32,8 milhões para 37,4 milhões, passando a representar 23,6% de todo o eleitorado nacional.
Ao mesmo tempo, diminuiu a participação dos eleitores entre 21 e 34 anos, indicando um processo gradual de envelhecimento da população apta a votar.
Amazonas ganha relevância no cenário nacional
Para o Amazonas, os dados reforçam uma tendência importante, a de que, com o crescimento acelerado do eleitorado na região Norte, os estados amazônicos passam a ter peso cada vez maior nas estratégias dos candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais.
O avanço do eleitorado feminino, a ampliação da participação indígena e o crescimento da população apta a votar na Amazônia apontam para um cenário eleitoral mais diverso e representativo, tornando as pautas regionais ainda mais relevantes na disputa de 2026.





