A deputada estadual Débora Menezes (PL) falou em tribuna, na manhã desta quarta-feira (2/4), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) sobre o caso do líder religioso preso suspeito de estuprar crianças e adolescentes em Manaus. Na oportunidade, a parlamentar fez um alerta às igrejas sobre a importância de saber quem escolher para cargos de confiança.
“É muito importante nós estarmos atentos a quem nós colocamos em frente dos nossos jovens”
Débora, que diz representar o público evangélico na Aleam, afirmou que os criminosos usam a fé para chegar às vítimas.
“Como cristã, eu também me incluo nisso. Nós sabemos que a fé é sagrada, mas muitas pessoas vão utilizar disso para também fazer o mal”, declarou Débora.
Imagem: Reprodução da Internet
Por fim, ela fez um alerta sobre as características de suspeitos de crimes como esse.
“Abusador não tem cara, não tem rosto específico, não tem um perfil único, ele pode estar em qualquer lugar. Por isso fique atento”, alertou a parlamentar.
Veja a fala da parlamentar:
Débora Menezes alerta igrejas após líder religioso abusar de crianças em Manaus: “Estuprador não tem cara” pic.twitter.com/r0WKKfnyWh
— Rede Onda Digital (@redeondadigital) April 2, 2025
Entenda o caso
Um líder religioso de 38 anos, preso na segunda-feira (31/03), revelou em mensagens trocadas com outra pessoa que teria estuprado os próprios filhos. Nos prints divulgados pela polícia, o líder religioso deu detalhes sobre os crimes.
“Teria coragem de c*omer meu enteado. Eu acho que ele gosta”, escreveu o suspeito. Em outra conversa, o religioso diz que mandou fotos da própria filha e que levaria ela para ficar por cerca de 1 hora sozinha no carro com um homem, que ainda não foi identificado.
Em depoimento à polícia, o religioso confessou que sente atração por crianças e que se satisfaz assistindo cenas de abuso sexual infantil.
No entanto, a delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), contestou as alegações dele. Inclusive, no depoimento o suspeito também revelou que teria estuprado algumas crianças.
“Quando iniciou as investigações dava para ver que ele oferecia dinheiro para um menino de 12 anos. É importante que se diga [que as vítimas] são dois meninos, que ele oferecia dinheiro para ter relações sexuais com eles e ele ia pedindo para que esses garotos apresentassem outros garotos”, afirmou a delegada.
Imagem: Material apreendido.
A investigação iniciou após a mãe de uma das vítimas formalizar uma denúncia, ao encontrar mensagens de conteúdo sexual no celular de seu filho, além de registros de transferências bancárias via PIX e solicitações de fotos íntimas.
O homem atuava em um grupo religioso de uma congregação evangélica, onde atuava
diretamente com crianças e adolescentes da mesma faixa etária das vítimas.
Com base nessas evidências, foram solicitados à Justiça os mandados de busca e apreensão, bem como a prisão do autor, os quais foram deferidos. Com ele foram apreendidos celulares, livros de autoajuda, agenda e lubrificante íntimo.
Igreja ajudou nas investigações
Segundo a delegada, o líder religioso tinha acesso frequente, contínuo e sem supervisão a diversos adolescentes, participando de reuniões, eventos e atividades externas, como passeios e partidas de futebol, o que aumentava significativamente o risco de novas vítimas.
O delegado-geral adjunto Guilherme Torres destacou a importância da colaboração da igreja evangélica durante as investigações.
“A colaboração da igreja foi essencial e esse caso não reflete a comunidade evangélica, não reflete o pensamento da igreja”, disse ele.
Durante as diligências, foi identificada uma possível nova vítima de estupro de vulnerável, o que eleva a gravidade do caso e seguirá sob investigação. Veja:
— Rede Onda Digital (@redeondadigital) April 1, 2025
Marketing multinível do estupro
Conforme Torres, o líder religioso agia como uma pirâmide, um marketing multinível do estupro.
“Olha, eu já vi de tudo, mas ele ‘inaugurou’ algo que foi uma espécie de marketing multinível. Ele chamava as crianças, oferecia PIX, e cada criança tinha que trazer mais cinco crianças para ele poder continuar a lascívia dele”.
Procedimentos
O líder religioso responderá por favorecimento à prostituição, aliciamento de crianças para fins sexuais, e também foi autuado em flagrante por armazenamento de conteúdo pornográfico infantil. Ele passará por audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.
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