Investigador da Polícia Civil “invade” plenário e ofende vereadoras em Manacapuru

Um homem, identificado como Rizannio Toya, causou indignação e revolta no município de Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus, ao supostamente “invadir” o plenário da Câmara dos Vereadores, um dia após o Dia Internacional da Mulher, para ofender e desrespeitar as três vereadoras da Casa, acusadas por ele de serem apenas “leitoras” do expediente, numa fala reducionista do trabalho das parlamentares.
A vereadora Tainá Vasconcelos (PSD) divulgou uma nota de repúdio contra as atitudes de Rizannio, cuja atuação pública no município é marcada por ataques contra a prefeita Valciléia Maciel (MDB).
“O espaço da tribuna é um instrumento democrático legítimo, destinado à manifestação de ideias, críticas e participação cidadã. No entanto, a liberdade de expressão não pode ser confundida com o direito de atacar, desrespeitar ou tentar diminuir mulheres que exercem funções públicas”, diz a vereadora.

Assim que soube dos ataques à atuação das vereadoras, Valcileia Maciel também divulgou uma nota em solidariedade e destacou que as falas ofensivas foram proferidas no mês das mulheres e muito próximo do Dia Internacional dedicado a elas.
“É triste perceber que, após celebrarmos o Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a luta histórica por respeito, igualdade e valorização das mulheres, ainda presenciamos atitudes que tentam diminuir e desqualificar as mulheres. Manifesto aqui minha solidariedade às vereadoras”, afirmou Valciléia, que antes de ser prefeita cumpriu três mandatos na Casa.

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A Câmara Municipal de Manacapuru esclareceu que Rizannio Toya é investigador da Polícia Civil lotado numa delegacia do município e que nos últimos anos usa o ambiente digital como uma espécie de “repórter e influenciador”, sempre atacando personagens da política local, como Valciléia, o ex-prefeito Beto D’Angelo e o deputado estadual Cristiano D’Angelo.
Foi nessa condição de “repórter” que ele se infiltrou no plenário e usou de um tempo na tribuna para atacar as mulheres vereadoras, além da própria direção da Câmara, acusada de ser “misógina e machista”.
“Causa indignação que tais atos tenham partido de alguém que ocupa cargo público com atribuições de manter a ordem e proteger a sociedade. O uso do parlamento como palanque eleitoral, visando visibilidade através da ofensa e do tumulto, desvirtua completamente o papel do cidadão e do agente público, diz nota de repúdio da Mesa Diretora da Câmara de Manacapuru.

A Onda Digital não conseguiu contato com Rizannio Toya para explicar a atuação dele no episódio. O espaço segue aberto para esclarecimentos.





