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Contrato de consultoria com o Banco Master teria sido um dos motivos da saída de Lewandowski do Ministério da Justiça

O episódio ocorre em paralelo a encontros do presidente com personagens centrais do caso
27/01/26 às 16:13h
Contrato de consultoria com o Banco Master teria sido um dos motivos da saída de Lewandowski do Ministério da Justiça

(Foto: reprodução)

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram que o Governo Federal não sabia do contrato de consultoria jurídica firmado entre o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A informação foi confirmada pela CNN Brasil, que teria apurado a mesma junto de auxiliares do Planalto.

De acordo com informações de bastidores, ministros trabalham para reduzir o desgaste político provocado pelas revelações de que o escritório de Lewandowski prestou serviços de consultoria ao banco enquanto comandava a pasta. A CNN também apurou que a existência desse vínculo é citada internamente como um dos fatores que aceleraram a saída do ex-ministro do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, oficializada em 10 de janeiro.

Após o avanço das críticas, Lewandowski divulgou nota confirmando que atuou como consultor do Banco Master, sem informar o período exato do contrato. No Planalto, a avaliação é de que Lula não foi informado sobre esse vínculo no momento da nomeação do ex-ministro e de que não houve conflito de interesses, já que o contrato teria sido encerrado antes da posse na pasta.


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O episódio ocorre em paralelo a encontros do presidente com personagens centrais do caso. Lula manteve uma reunião fora da agenda oficial com Daniel Vorcaro, na qual, segundo a CNN, ouviu o empresário, mas reforçou que qualquer questão relacionada ao banco deveria ser tratada exclusivamente pelo Banco Central, sem interferência do governo.

Ainda em dezembro, o presidente também se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, relator da investigação envolvendo o Banco Master. O encontro contou com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e ocorreu em meio ao avanço das apurações no Judiciário.

Mesmo diante do desgaste, a orientação do Palácio do Planalto é evitar uma postura defensiva. Segundo interlocutores, Lula tem defendido publicamente a autonomia da Polícia Federal e do Banco Central e sustentar que não há irregularidades por parte do governo, enquanto as investigações seguem em andamento.

*Com informações da CNN Brasil.