Camilo Santana confirma saída do MEC para atuar nas eleições de 2026

Fotos: Hugo Barreto/Metrópoles
O ministro da Educação, Camilo Santana, confirmou que deixará o comando do Ministério da Educação (MEC) após a apresentação de um balanço das ações da pasta referentes a 2025. Segundo ele, o relatório deve ser concluído até março, quando pretende discutir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a programação para sua saída do governo.
Em conversa com jornalistas, Camilo afirmou que a decisão está ligada à agenda eleitoral de 2026. O ministro declarou apoio à reeleição de Lula e do governador do Ceará, Elmano de Freitas, e disse que irá se dedicar integralmente às campanhas no próximo pleito.
“Estamos fazendo um balanço de 2025 das ações do MEC. No país e no Ceará não podemos retroceder”, afirmou. De acordo com Santana, o Ceará vem recebendo o maior volume de investimentos estruturantes de sua história, o que, segundo ele, reforça a importância de manter o atual projeto político.
Em coletiva de imprensa realizada em Brasília, o ministro foi direto ao afirmar seu posicionamento eleitoral.
“Quero dizer claramente que o meu candidato, para quem eu vou trabalhar, será o Elmano de Freitas, para ser reeleito governador do Ceará, e o presidente Lula, para ser reeleito presidente deste país”, disse.
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Camilo destacou que a saída do ministério ainda depende do aval do presidente da República e que uma reunião com Lula deve ocorrer nos próximos dias para alinhar tanto a apresentação do balanço da gestão quanto o planejamento político de sua saída.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que o movimento faz parte da reorganização do governo diante da antecipação das articulações eleitorais para 2026.
Sobre o funcionamento do MEC, o ministro afirmou que a pasta segue em pleno andamento. Segundo ele, a equipe é formada por profissionais competentes e a eventual mudança no comando não deve impactar o andamento das ações.
“Eu não tenho dúvida de que a minha saída ou não jamais vai afetar o encaminhamento, o andamento das ações”, concluiu.
*Com informações de Brasil de Fato e CNN Brasil.






