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Bolsonaro passa por exames após queda; médico aponta traumatismo craniano leve

Bolsonaro realizou tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma
07/01/26 às 16:35h
Bolsonaro passa por exames após queda; médico aponta traumatismo craniano leve

(Foto: Luis Nova/Metrópoles)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o hospital DF Star, em Brasília, no fim da tarde desta quarta-feira (7/1), após passar por exames médicos motivados por um traumatismo craniano leve. Ele foi liberado por volta das 16h30 e retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), onde cumpre pena.

Bolsonaro foi encaminhado ao hospital depois de sofrer uma queda e bater a cabeça em um móvel da cela. De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, Bolsonaro se levantou durante a madrugada, tentou caminhar e caiu. Inicialmente, a equipe chegou a considerar a hipótese de queda da cama. O ex-presidente cumpre condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por participação em uma tentativa de golpe de Estado.

A autorização para a realização dos exames foi solicitada pela defesa, que apontou a necessidade de apuração de um quadro clínico descrito como compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, possível crise convulsiva, oscilação temporária de memória e lesão cortante na região temporal direita.

Durante a passagem pelo hospital, Bolsonaro realizou tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma, exames indicados para avaliar possíveis alterações neurológicas decorrentes do impacto.

Brasil Caiado, médico que acompanha de perto o caso do ex-presidente, afirmou que o presidente sofreu um leve traumatismo craniano, mas descartou a possibilidade de convulsão em decorrência da queda. O médico afirmou ainda que Bolsonaro caiu da cama após se levantar, destacando que, ao contrário do que foi dito anteriormente, a queda não ocorreu enquanto ele dormia. Caiado também afirma que investiga o motivo da queda.


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Segundo ele, a suspeita principal está na interação de medicamentos para tratamento das crises de soluço intermitentes que Bolsonaro sofre, que pode ter deixado o presidente tonto e provocado a queda.

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro também conversou com a imprensa na saída do hospital e afirmou que não foi autorizada a acompanhar Bolsonaro durante os exames. Michelle voltou a criticar a falta de agilidade no socorro ao político. Segundo a ex-primeira dama, o quarto de Bolsonaro é aberto por volta das 8h da manhã para que ele tome os primeiros remédios do dia, mas que o perito da Polícia Federal só foi chamado para socorrer o ex-presidente às 8h40 da manhã. Já a Superintendência da PF afirma que a cela foi aberta por volta das 7h40, e que os horários não batem.

Diante deste cenário, tanto Michelle quanto o filho do ex-presidente, o ex-vereador Carlos Bolsonaro, afirmaram que a defesa segue pedindo que Bolsonaro cumpra a pena em prisão domiciliar, afirmando que Bolsonaro não tem condições para ficar preso da sede da PF.

*Com informações da CNN Brasil.