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Cap. Alberto Neto sobre PEC: “O PT quer a festa, e quem vai pagar a conta?”

Deputado Federal comentou sobre PEC da Transição e demonstrou preocupação com furo do teto de gastos pelo novo governo do PT.

O deputado federal capitão Alberto Neto (PL) foi entrevistado na tarde de hoje, 29, no programa Meio Dia com Jefferson Coronel. Em conversa com os jornalistas Jefferson Coronel, Elson Ribeiro e Gerson Severo Dantas, o aliado do presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a PEC da transição que o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar no Congresso para manter o pagamento do Auxílio Brasil, agora novamente batizado Bolsa Família, no valor de R$ 600 para 2023.

Neto afirmou:

“Não existe política sem negociação. A PEC nos preocupa muito, é um rombo de 200 bilhões ao país. Não é política de responsabilidade fiscal. Você aumenta a inflação e cria uma cadeia desastrosa para um país. Temos um compromisso com o Auxílio Brasil de R$ 600, como na campanha do presidente Bolsonaro, mas dar um cheque em branco pro PT é inegociável.

Nós trabalhamos com os dividendos da Petrobras, a venda da Eletrobras, para viabilizar o Auxílio. Isso ajudou muito, até passamos um pouco do teto, mas foi algo controlável. Bolsonaro estava discutindo com Guedes propostas de ajustes fiscais, trabalhando com os estados e fazendo as privatizações necessárias. É diferente do governo do PT. Já criaram uma equipe de transição gigante, vão aumentar ministérios, ouvimos falas do Lula e do [Fernando] Haddad que já causaram preocupação na Petrobras, no mercado. Vamos trabalhar para fazer oposição”.


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Quanto à manutenção de Arthur Lira na presidência da Câmara no novo governo, Neto disse:

“Nosso partido tem boa conversa com Lira, isso é notório. A não ser que aconteça uma eventualidade, o caminho do PL é apoiar Lira e vou apoiar o meu partido”.

Por fim, ele também comentou sobre o orçamento elaborado pelo governo Bolsonaro e como ele poderia comportar o auxílio de R$ 600:

“O orçamento previa R$ 51 bilhões para o Auxílio no ano que vem. Lógico que cabe negociação, o problema é que eles [o governo eleito] querem colocar o espaço fiscal de R$ 200 bilhões acima do teto por 4 anos, isso nos preocupa muito.

É razoável que o governo dê contrapartidas e mostre um caminho. O que preocupa não é só furar o teto, mas as politicas fiscais do governo. As falas, o aumento da máquina pública, isso parece sinalizar a volta da inflação e isso é preocupante. Nós tivemos justificativa pra furar o teto: pandemia, guerra. Hoje, é preciso mostrar o caminho. O PT quer fazer uma festa, sem dizer quem vai pagar por ela. E sabemos que quem paga são os mais pobres. É por isso que estamos chamando a PEC de ‘PEC Argentina’. Se fizermos a PEC dessa maneira vamos tomar o mesmo caminho que a Argentina tomou”.

A entrevista completa do deputado federal Cap. Alberto Neto pode ser assistida aqui.

Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital Jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.
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