Justiça do RJ manda prender rapper Oruam, após revogação de habeas corpus

O rapper Oruam (Foto: Reprodução/Redes sociais).
A juíza Tulla Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, expediu na tarde desta terça (3/2) um mandado de prisão preventiva contra o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam.
A decisão foi tomada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar, na segunda-feira (2), a liminar que mantinha o cantor em liberdade no inquérito que apura ataques contra policiais civis ocorridos em julho do ano passado.
Segundo a magistrada, relatórios da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) apontam que o rapper descumpriu reiteradamente as medidas cautelares impostas pela Justiça, especialmente o uso da tornozeleira eletrônica. Foram registrados mais de 20 incidentes de negligência no uso do equipamento, além de violações ao recolhimento domiciliar noturno, principalmente durante madrugadas e fins de semana.
A defesa do cantor, por sua vez, alegou que as interrupções no funcionamento da tornozeleira ocorreram por problemas técnicos e falhas no carregamento do equipamento, sem qualquer intenção de fuga.
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O processo criminal contra Oruam teve origem em fatos ocorridos em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro. A denúncia do Ministério Público afirma que o cantor e outros envolvidos teriam cometido duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam um mandado de busca e apreensão no local. Os agentes relataram que foram alvos de pedras arremessadas do andar superior da residência do artista.
Além disso, o artista teria usado as redes sociais para desafiar as autoridades e incitar a população contra operações de segurança pública.






