As principais notícias de Manaus, Amazonas, Brasil e do mundo. Política, economia, esportes e muito mais, com credibilidade e atualização em tempo real.
Rede Onda Digital
Rede Onda Digital
Assista a TV 8.2

Defensoria pede indenização de emissoras de TV após tragédia em Itumbiara

O órgão afirma que a cobertura contribuiu para um “linchamento virtual”
25/02/26 às 16:25h
Defensoria pede indenização de emissoras de TV após tragédia em Itumbiara

Foto: Reprodução

A Defensoria Pública do Estado de Goiás entrou na Justiça contra emissoras de TV e portais de notícia por causa de reportagens da tragédia em Itumbiara, em Goiás, quando o então secretário municipal Thales Macedo matou os dois filhos e, em seguida, tirou a própria vida, no dia 11 de fevereiro deste ano.

A ação cita a CNN Brasil, a TV Globo, a Record TV, a TV Serra Dourada e a TV Anhanguera, além de outros veículos.

Sarah perdeu os dois filhos, que foram assassinados pelo ex-marido, Thales Machado, em Itumbiara, em Goiás. Mesmo após a tragédia, segundo a Defensoria, ela passou a ser alvo de exposição excessiva e julgamentos nas redes sociais e na imprensa.


Leia mais

Prefeito de Itumbiara (GO) sofre infarto ao saber que genro matou os próprios filhos

Secretário de prefeitura no interior de Goiás atira nos próprios filhos por vingança


O processo pede a retirada das publicações consideradas ofensivas e também o pagamento de indenização por danos morais coletivos. O objetivo, de acordo com o órgão, é impedir a chamada “revitimização”, quando a vítima volta a sofrer violência, desta vez por meio da exposição pública e ataques virtuais.

A ação foi proposta pelo Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), ligado à Defensoria. Segundo o documento, as reportagens teriam explorado detalhes da vida pessoal de Sarah, incluindo imagens privadas e um vídeo em que ela aparece beijando outro homem.

Para a Defensoria, esse tipo de conteúdo desviou o foco do crime brutal, o assassinato das duas crianças, para a vida íntima da mãe, colocando em dúvida sua conduta moral em um momento de extrema dor e vulnerabilidade.

O órgão afirma que a cobertura contribuiu para um “linchamento virtual”, com comentários e ataques nas redes sociais. A ação judicial busca responsabilizar os veículos e reforçar a importância de uma cobertura jornalística ética, especialmente em casos que envolvem vítimas de violência.