Alcolumbre nega ter recebido US$ 30 milhões de Vorcaro e rebate denúncia

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou nesta terça-feira (16/6) ter recebido US$ 30 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, após reportagem publicada pela revista Veja apontar suposta transferência ao parlamentar durante negociações de um acordo de delação premiada.
Em pronunciamento no plenário do Senado, Alcolumbre classificou a acusação como falsa e afirmou nunca ter recebido valores no Brasil ou no exterior. Segundo a publicação, Vorcaro teria informado às autoridades que o dinheiro teria sido enviado a uma conta no exterior como contrapartida a uma suposta atuação do senador em favor de interesses do banco.
O presidente do Senado afirmou que, caso as declarações tenham sido realmente feitas por Vorcaro, pretende comprovar a falsidade das acusações. Alcolumbre também levantou a hipótese de que o episódio possa ter sido uma informação inventada e indevidamente associada a um procedimento oficial para dar aparência de legitimidade.
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Daniel Vorcaro está preso em Brasília e tenta firmar um acordo de colaboração com autoridades. Segundo informações divulgadas, duas propostas de delação já teriam sido rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Após o pronunciamento, senadores de diferentes partidos manifestaram apoio ao presidente do Senado. O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) criticou a divulgação das acusações sem provas e afirmou que, caso a informação seja falsa, o caso representaria uma tentativa de constrangimento institucional.
Já o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que denúncias contra autoridades precisam ser acompanhadas de elementos mínimos de comprovação. O senador Esperidião Amin (PP-SC) também saiu em defesa de Alcolumbre e criticou a origem das acusações ligadas às negociações de delação.
(*)Com informações do G1





