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Visualizado e sem resposta? O silêncio no WhatsApp pode gerar ansiedade e sentimento de rejeição; entenda

Entenda o que pode acontecer com seu cérebro quando sua mensagem é visualizada e não é respondida
22/02/26 às 13:00h
Visualizado e sem resposta? O silêncio no WhatsApp pode gerar ansiedade e sentimento de rejeição; entenda

(Foto: gerada por Inteligência Artificial)

Não é de hoje que pesquisas sociais ligadas ao uso intenso das redes sociais vêm sendo associados a ansiedade e depressão. Um estudo recente publicado pelo Tech Tudo mostra que o simples ato de enviar uma mensagem pelo APP de mensagens Whatsapp e não ter uma resposta, pode desencadear sintomas de rejeição social.

Segundo especialistas, a reação tem base neurobiológica e está ligada à forma como o cérebro interpreta a quebra de expectativa nas interações digitais. Segundo a psicóloga Ana Carolina Silva Rodrigues e o psiquiatra Rafael Ferreira Simões, o cérebro busca previsibilidade para se sentir seguro. Quando alguém visualiza uma mensagem e não responde, o sistema nervoso entra em estado de alerta, elevando a ansiedade.

Estudos científicos reforçam essa percepção. Pesquisa publicada na revista Science, conduzida pela pesquisadora Naomi Eisenberger, mostrou que a exclusão social ativa áreas cerebrais semelhantes às da dor física. Ou seja, mesmo no ambiente digital, o cérebro reage como se estivesse diante de uma ameaça real ao vínculo social.

Além do aspecto emocional, há um componente químico. A ausência de resposta interrompe o chamado ciclo de recompensa da dopamina, mecanismo associado à expectativa de retorno, e pode elevar o cortisol, hormônio ligado ao estresse. O conceito de “recompensa variável”, descrito pelo psicólogo B. F. Skinner, explica por que respostas imprevisíveis estimulam a checagem constante do aplicativo.


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Relatórios da American Psychological Association apontam que a conectividade permanente aumenta níveis de estresse, especialmente quando há expectativa de disponibilidade imediata. Pesquisas do Pew Research Center também indicam que muitos usuários sentem pressão para responder rapidamente, principalmente em contextos profissionais e afetivos.

Recursos como confirmação de leitura e “visto por último”, presentes no WhatsApp, por exemplo, transformam pausas naturais em indicadores visíveis, o que pode intensificar interpretações negativas. Sem elementos como tom de voz e expressão facial, o cérebro tende a preencher lacunas com suposições, muitas vezes pessimistas.

Especialistas alertam que nem todo atraso significa desinteresse ou agressividade. Embora o silêncio possa ser usado de forma estratégica em alguns casos, a maioria das ausências está ligada à rotina fora das telas. Para os profissionais, o principal desafio é evitar a personalização automática do silêncio.

A orientação é adotar expectativas mais realistas sobre o tempo de resposta e compreender que a ausência de mensagem não define valor pessoal. Em um cenário de hiperconectividade, interpretar com cautela pode reduzir a ansiedade gerada pelas interações digitais.

(*) Com informações do Tech Tudo

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