Pré-candidato no AM está entre os foragidos da Operação Negócio Turvo que mira pirâmide de R$ 75 milhões

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou, na terça-feira (24/02) a Operação Negócio Turvo, que resultou na prisão de oito pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa investigada por aplicar golpes avaliados em mais de R$ 75 milhões. Entre os três foragidos está Anderson Ricardo Lima dos Santos, conhecido como Anderson Bandeira, que é pré-candidato a deputado estadual.
Três investigados seguem foragidos: Anderson Ricardo Lima dos Santos, Carlos Augusto da Silva Freitas e Emanuelle Rosa Ramos dos Santos. Após a divulgação da operação, o perfil de Anderson Bandeira em uma rede social foi colocado em modo privado.

Horas antes de privar a conta, Anderson publicou nos stories uma mensagem aos seguidores:

Anderson Bandeira se colocou à disposição como pré-candidato a deputado estadual nas eleições gerais deste ano. Ele era visto em agendas externas do Partido Liberal (PL) do Amazonas, com proximidade ao presidente estadual da sigla Alfredo Nascimento e até com a pré-candidata ao governo do partido, a empresária Maria do Carmo.
Veja um video dessa agenda:
Saiba mais:
A partir de março, etanol no Amazonas terá base de R$ 5,43 para cálculo do ICMS
Recentemente, Alfredo Nascimento publicou uma foto com Anderson, durante uma agenda do PL-AM, com o pastor e deputado federal Marco Feliciano, que esteve em Manaus para um evento evangelico.

PL expulsa Anderson
Nesta quarta-feira (25/02), o Partido Liberal no Amazonas (PL-AM) comunicou em nota oficial, a expulsão do empresário Anderson Ricardo Lima dos Santos Bandeira dos quadros da legenda. A decisão foi tomada pela Comissão Executiva estadual, foi tomada de forma imediata.
De acordo com o comunicado, o empresário foi desligado por “não atender aos valores e diretrizes do partido”. O texto também destaca que, embora tenha se filiado no final do ano passado e anunciado pré-candidatura a deputado estadual, ele não integra mais o quadro de filiados do PL no estado.
Veja:
Operação Negócio Turvo
De acordo com a polícia, o grupo é investigado por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, falsidade ideológica e falsificação de documentos. As investigações apontam que a organização operava um esquema de pirâmide financeira, prometendo rendimentos elevados e garantidos às vítimas.
Segundo o delegado Leonardo Marinho, responsável pelo caso, o esquema consistia na captação de clientes interessados em obter lucros financeiros. As vítimas eram convencidas a realizar empréstimos bancários e transferir os valores para a organização. Inicialmente, recebiam pagamentos mensais que correspondiam às parcelas dos empréstimos, acrescidos de um valor extra. No entanto, após as primeiras parcelas, os repasses deixavam de ser feitos.
Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de prisão e 12 mandados de busca e apreensão em Manaus e no Rio de Janeiro. Cerca de 30 veículos foram apreendidos, além de arma de fogo, munições, documentos, notebooks, pendrives e HDs. Parte das diligências ocorreu em um condomínio no bairro Parque 10 de Novembro, na zona centro-sul da capital.
Foram presos Adrião Severiano Nunes Junior, Bruno Muniz Rodrigues, Carla Castro da Silva, Gabriel Azevedo da Fonseca, João Pedro Guimarães de Araujo, Raquel Souza da Silva, Tayana Graça da Silva Ale e Tony Philip Ferreira da Silva.
Veja o post de procurado de Anderson Bandeira:







