Bill Gates admite casos extraconjugais, mas nega relação com crimes de Epstein

Bill Gates, cofundador da Microsoft
(Foto: Justin Tallis/Pool via Reuters).
O bilionário Bill Gates admitiu em assembleia com funcionários da sua fundação filantrópica na terça (24/2) que que de fato teve casos com duas mulheres russas a quem conheceu por intermédio de Jeffrey Epstein, mas negou qualquer ligação com os crimes do financista, condenado por crimes sexuais.
O cofundador da Microsoft foi citado várias vezes nos arquivos de Epstein divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, nos quais foram reveladas amizades próximas, acordos financeiros ilícitos e fotos privadas.
Na reunião, Gates lamentou que sua relação com Epstein tivesse afetado o trabalho de sua organização filantrópica, e chamou de “grave erro” o tempo que passou com o magnata.
Gates, de 70 anos, reconheceu na assembleia dois casos:
“Sim, tive casos amorosos; um com uma jogadora russa de bridge, que conheci em eventos de bridge, e outro com uma física nuclear russa, que conheci em atividades de negócios”.
Ele negou, no entanto, que tenha participado ou testemunhado abusos das vítimas de Epstein. “Não fiz nada ilícito. Não vi nada ilícito”, disse Gates na assembleia, cuja gravação foi analisada pelo The Wall Street Journal.
“Bill falou com franqueza, respondeu a várias perguntas em detalhes e assumiu a responsabilidade por suas ações”, declarou a Fundação Gates em um comunicado enviado à AFP.
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Entenda: Quem foi Jeffrey Epstein?
O financista e empresário bilionário Jeffrey Epstein foi acusado de abusar sexualmente de centenas de meninas menores de idade entre os anos 1990 e 2000. Ele, que tinha conexões em altos níveis da política e do show business americanos, oferecia dinheiro às vítimas e também as instruía a recrutar outras meninas para os abusos. A sua companheira, Ghislaine Maxwell, também participava do esquema sexual, recrutando garotas.
No ano 2000, ele lançou uma fundação homônima com sede nas Ilhas Virgens, nos EUA. O local teria sido montado para receber os clientes e as vítimas do magnata. Celebridades e políticos teriam feito parte do esquema.
Ele foi preso em 2019 e foi encontrado morto em sua cela. A morte foi registrada como suicídio, mas gerou teorias da conspiração que duram até hoje. O caso deu origem à minissérie documental “Jeffrey Epstein: Poder e Perversão”, da Netflix.
*Com informações de UOL





