Usado há 8 meses, painel milionário é novamente ignorado em votação na Câmara de Manaus

Novo painel eletrônico de R$ 630 mil foi inaugurado em 2029 com a promessa de ser a prova de fraude no registro da presença e votação dos vereadores
Nesta quarta-feira (25/02), durante a votação que derrubou o requerimento do vereador Rodrigo Guedes (PP) que solicitava a convocação do prefeito de Manaus David Almeida (Avante) à Câmara Municipal de Manaus (CMM) para falar sobre a Operação Omnes, o painel eletrônico que deveria ser utilizado para “controlar os vereadores” foi ignorado pela Mesa Diretora da Casa Legislativa.
A sessão foi presidida pelo primeiro vice-presidente Jander Lobato (PSD) que, ao fazer a contagem dos votos, se equivocou com a quantidade de contrários e favoráveis três vezes.
Veja o momento:
A última vez que o painel eletrônico foi utilizado foi no dia 7 de julho de 2025, o registro foi um marco inédito publicado pela Rede Onda Digital, tanto que vereadores de oposição como Zé Ricardo (PT) comemoraram o uso da tecnologia depois de seis meses inativo pelos colegas. À época, o petista citou que o painel foi usado “uma vez em meio ano”.
Vale lembrar que a existência do painel eletrônico facilita os trabalhos dos vereadores em questões que envolvem votações, sejam elas favoráveis, contrários ou abstenções. Além das presenças, faltas e suas respectivas justificativas, tempo de fala dos parlamentares e blocos partidarios.
Saiba mais:
Inaugurado em 2019, o painel “à prova de fraude” custou R$ 630 mil, durante a presidência do vereador Joelson Silva, que antes estava no partido PSDB, e atualmente integra o partido Avante.
À época, Joelson defendeu que a tecnologia traria mais transparência para a população. “Primeiro, o cidadão vai poder acompanhar de forma mais transparente, mais tranquila, o trabalho dos vereadores aqui nesta Casa. O vereador tem que, através da sua digital, colocar a sua presença no início da sessão. Quando for a ordem do dia, também colocar a sua presença. Então eu ia ser acusado de omissão, de má gestão, de falta de comprometimento. Então, era necessário que se fizesse isso”, disse.





