Câncer de próstata: urologista explica quais são os principais sintomas da doença

Médico explica câncer de próstata a paciente (Foto: Peakstock/Adobe Stock).
O câncer de próstata é o tumor com maior incidência entre os homens e o segundo mais comum no Brasil, sem considerar o de pele não melanoma. A doença evolui de forma silenciosa, por isso a prevenção é essencial.
De acordo com a estimativa de 2026 do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 77.920 mil homens devem ser diagnosticados com a doença até o final do ano. Homens negros e com mais de 60 anos fazem parte do grupo de maior risco. Além disso, obesidade e histórico familiar são fatores de risco para a doença.
O urologista Alexandre Iscaife, do Hospital das Clínicas da USP, relaciona os principais sintomas da doença:
- Dificuldade para urinar ou ejacular;
- Maior frequência de idas ao banheiro;
- Sangue ao urinar;
- Diminuição do jato de urina;
- Dores pélvicas ou difusas.
Ele explica:
“Mesmos os tumores mais agressivos não dão sintomas iniciais. Eles só vão acontecer quando o tumor já está mais avançado, se ele já saiu para fora da próstata, ou se na própria próstata ele já criou uma obstrução para urinar. Quando há metástase no osso, pode ocorrer dor óssea ou até fraturas patológicas”.
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Prevenção
Especialistas apontam que o rastreio da doença é essencial. É essencial fazer os exames de rastreio, que são indicados anualmente para homens acima dos 50 anos. Se houver histórico de câncer na família, os exames começam aos 45 anos.
O diagnóstico pode ser feito com exames de PSA no sangue, uma glicoproteína secretada no líquido seminal, e o de toque, que mostra crescimentos anormais na próstata. A confirmação da presença do câncer é feita com biópsia.
Embora ainda haja muito preconceito em torno da doença e do exame de toque, Iscaife aponta que a maioria dos casos de câncer de próstata são tratáveis, desde que identificados cedo:
“O câncer de próstata é dividido no diagnóstico em três formas: a forma de baixo risco ou baixo agressividade; risco intermediário ou de agressividade intermediária; e os de alto risco ou muito agressivos. Isso é baseado na biópsia. A vasta maioria, ao redor de 90% dos tumores, são de baixo risco ou risco intermediário”.
*Com informações de Metrópoles





