Calvície androgenética e alopecia por tração: como identificar, prevenir e tratar

Foto: Freepik
A cantora sertaneja Maiara, da dupla com Maraisa, revelou recentemente nas redes sociais que foi diagnosticada com alopecia androgenética, forma mais comum de calvície, e que o uso frequente de penteados muito presos pode ter agravado a queda dos fios.
A artista contou que optou pelo uso de laces para reduzir a tração no couro cabeludo e permitir a recuperação capilar. O caso reacendeu a discussão sobre dois problemas que afetam milhões de mulheres: a calvície de origem genética e a alopecia por tração.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a alopecia androgenética atinge cerca de 50% dos homens até os 50 anos e aproximadamente 30% das mulheres após a menopausa, podendo chegar a 50% acima dos 50 anos. A condição tem origem genética e hormonal e provoca afinamento progressivo dos fios, principalmente na região central do couro cabeludo nas mulheres.
Já a alopecia por tração é causada por penteados que exercem força contínua sobre os fios, como tranças apertadas, rabos de cavalo muito presos, extensões, apliques e megahair. Segundo especialistas, quando a tração é mantida por longos períodos, pode ocorrer inflamação no folículo capilar e, em casos persistentes, perda definitiva do cabelo.
A dermatologista especialista em tricologia Dra. Mariana de Andrade Lima explica que, embora sejam condições diferentes, elas podem ocorrer simultaneamente. “Uma paciente com predisposição genética pode acelerar o processo de afinamento dos fios se submeter o cabelo a tração constante ou procedimentos químicos agressivos”, afirma.
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Como identificar
- Alopecia androgenética: afinamento gradual dos fios, aumento da visibilidade do couro cabeludo e redução de volume.
- Alopecia por tração: dor no couro cabeludo, vermelhidão, fios quebrados na raiz e falhas localizadas, geralmente nas áreas mais puxadas.
Tratamento
O tratamento da alopecia androgenética pode incluir medicamentos tópicos como minoxidil, terapias orais e procedimentos como laser de baixa potência e microagulhamento. Já nos casos de alopecia por tração, o primeiro passo é interromper o uso de penteados apertados. Quanto mais precoce a intervenção, maior a chance de reversão.
No entanto, o diagnóstico deve ser feito por um médico dermatologista, com avaliação clínica e, se necessário, exames complementares para descartar outras causas de queda, como anemia ou alterações hormonais.
Com a proximidade do Carnaval e o aumento da procura por penteados elaborados, os médicos recomendam alternar estilos, evitar tração excessiva e dar intervalos ao couro cabeludo.
*Com informações do G1.





