A noite do Oscar 2025 foi histórica para o Brasil, com a primeira vitória do país na premiação. No entanto, o clima de comemoração foi ofuscado por uma polêmica envolvendo a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Na manhã de segunda-feira (3/3), internautas perceberam que algumas postagens no perfil oficial da premiação no Instagram estavam indisponíveis para usuários brasileiros.
A discrepância entre os feeds acessíveis no Brasil e nos Estados Unidos revelou que, pelo menos, seis publicações haviam sido ocultadas no país. Entre os posts removidos estão o discurso de Mikey Madison, atriz vencedora da categoria de Melhor Atriz por “Anora”, e imagens de Walter Salles, diretor de “Ainda Estou Aqui”, longa que garantiu ao Brasil seu primeiro Oscar de Melhor Filme Internacional.

O bloqueio das postagens ocorreu após uma enxurrada de críticas contra a escolha de Madison como Melhor Atriz. Muitos brasileiros alegaram que Fernanda Torres (“Ainda Estou Aqui”) e Demi Moore (“A Substância”) eram mais merecedoras da estatueta. As críticas aumentaram de tom, com acusações de etarismo contra a Academia e comentários ofensivos direcionados à atriz vencedora.
Expressões misóginas e depreciativas inundaram os comentários nas publicações do Oscar, incluindo insultos que comparavam Madison à influenciadora Andressa Urach e sugestões de que ela teria conquistado a vitória por “outros meios”.
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Indignação e reação dos brasileiros no perfil do Oscar
Ao perceberem a remoção das postagens, os brasileiros rapidamente reagiram. Comentários como “É sério que eles limitaram os comentários no Brasil? Não aguentaram foi?” e “Tentaram nos calar, mas ainda estamos aqui” se multiplicaram nas publicações restantes da Academia.
Muitos internautas acusaram a instituição de estar tentando evitar o “engajamento negativo” característico do público brasileiro, que já vinha comentando massivamente nas redes sociais da premiação desde antes do anúncio dos indicados.
Veja alguns comentários:



Acusações de etarismo e comparação com A Substância
A polêmica ganhou mais fôlego quando usuários compararam a decisão da Academia ao enredo de “A Substância”, filme protagonizado por Demi Moore. No longa, a atriz interpreta uma profissional veterana de Hollywood que é substituída por uma versão mais jovem de si mesma. Para muitos brasileiros, a escolha de Madison em detrimento de Torres e Moore representaria uma confirmação do etarismo da indústria cinematográfica.
A polêmica continua repercutindo nas redes sociais, com internautas cobrando explicações da Academia sobre o bloqueio das postagens e a gestão das críticas online.
