A ministra de Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, assinou nesta segunda (10/2), na cidade de Águas Brancas, um contrato que permitirá o início da construção de uma cerca na fronteira do país com a Bolívia.
Em coletiva de imprensa, a ministra afirmou que a Argentina também usará tecnologia de ponta, com equipamentos que vão detectar “pessoas com pedidos de captura internacional e terroristas que tentam cruzar a fronteira”.
Durante o anúncio do início das obras, a ministra do governo Javier Milei fez um tour pela região de fronteira, onde será construído o muro de arame de 200 metros de comprimento e 2,5 de altura, no município de 15 mil habitantes de Águas Blancas, no Estado de Salta.
Segundo o governo, o objetivo da obra é “combater o tráfico de drogas, tráfico sexual, exploração do trabalho e o contrabando de mercadorias”.
Na solenidade, a ministra disse:
“Há muitos pontos cegos na fronteira que são difíceis de cuidar (…) Quando um crime ocorre na fronteira, a situação se torna mais complexa (…) outro tema que nos preocupa são as crianças que cruzam a fronteira e temos que protegê-las (…) Poderemos cuidar especialmente das vítimas dos tráficos, seja sexual, de trabalho ou de crianças”.
O alambrado de arame, que será financiado pelo município de Águas Blancas, faz parte do Plano GÜEMES, criado em dezembro do ano passado pela gestão Milei, com o objetivo de fortalecer a segurança em regiões fronteiriças.
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Argentina e Bolívia compartilham 742 quilômetros de fronteira e a obra da cerca representa 0,027% da fronteira total na região, segundo dados oficiais do governo argentino.
À imprensa, a ministra argentina também anunciou a inauguração de um espaço que funcionará no Escritório de Migração, na cidade de Águas Blancas, que se chamará Local Seguro.
Nas últimas semanas, a ministra deixou claro que a Argentina promete aumentar os controles fronteiriços com outros países, como o Brasil. Já na semana passada, a Argentina divulgou um acordo com o Paraguai para o fortalecimento da fronteira.
A resposta da Bolívia
Na ocasião do anúncio sobre a construção da cerca há algumas semanas, o governo da Bolívia se manifestou em nota afirmando que temas de fronteiras devem ser tratados com diálogo: “Qualquer medida unilateral pode afetar a boa vizinhança e a convivência pacífica”.
Em resposta, a ministra argentina afirmou que a cerca não era um tema de fronteira por ser construído em território argentino.
*Com informações de UOL