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Polilaminina: proteína estudada por pesquisadora brasileira pode ajudar na regeneração da medula espinhal

Segundo a pesquisadora, o desafio científico foi encontrar uma forma de restaurar a estrutura da proteína após sua extração
23/02/26 às 19:14h
Polilaminina: proteína estudada por pesquisadora brasileira pode ajudar na regeneração da medula espinhal

(Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

Uma proteína estudada por cientistas brasileiros pode representar um avanço importante no tratamento de lesões medulares, condição que frequentemente provoca paralisia permanente. A polilaminina, pesquisada pela professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio, atua estimulando a regeneração de conexões nervosas e protegendo células após traumas na medula espinhal.

A substância é derivada da laminina, uma proteína naturalmente presente no organismo e que possui a função de orientar o crescimento dos axônios, estruturas responsáveis por conectar o cérebro ao restante do corpo e permitir os movimentos.

Segundo a pesquisadora, o desafio científico foi encontrar uma forma de restaurar a estrutura da proteína após sua extração.

“Quando você extrai a laminina do corpo, ela perde parte da sua estrutura. O que a gente descobriu no laboratório foi uma maneira de devolver essa estrutura que é perdida na extração”, explicou Tatiana Sampaio em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil.


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Nos estudos experimentais, a polilaminina demonstrou não apenas estimular a regeneração dos axônios, mas também apresentar efeito de neuroproteção, reduzindo a morte celular que ocorre após a lesão. Esse fator é considerado essencial para aumentar as chances de recuperação dos pacientes.

“Além do efeito de regeneração, a gente também observou um resultado de neuroproteção, que protege contra a morte celular depois da lesão. Por isso, o ideal é aplicar o mais rápido possível”, afirmou.

Foto: Ana Branco / O Globo

De acordo com a cientista, a aplicação ocorre por meio de uma injeção local diretamente na medula espinhal, geralmente realizada durante procedimento cirúrgico. Os estudos indicam que a intervenção precoce, preferencialmente nas primeiras horas ou até poucos dias após o trauma,pode potencializar os resultados.

Apesar dos avanços promissores, especialistas ressaltam que a tecnologia ainda está em fase de pesquisa e depende de novas etapas científicas antes de se tornar um tratamento amplamente disponível.