Base x Oposição: Vereadores divergem sobre recursos públicos em Manaus

A definição do valor máximo que poderá ser repassado pela Prefeitura de Manaus à Câmara Municipal (CMM) em 2026 voltou a provocar discussões no cenário político local. O teto, superior a R$ 348 milhões, foi estabelecido por decreto publicado no Diário Oficial e segue parâmetros previstos na Constituição Federal e orientações dos órgãos de controle.
Embora o valor obedeça às regras legais, a destinação dos recursos gerou interpretações diferentes entre vereadores da oposição e parlamentares alinhados à base do Executivo, reacendendo o debate sobre prioridades da administração pública.
O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos), da oposição, afirmou que a discussão vai além da prefeitura e depende de uma alteração constitucional. Segundo ele, o modelo atual de cálculo dos repasses deveria ser revisto.
“Quem estipula o percentual é a Constituição. O cálculo precisa mudar”, afirmou.
Guedes argumenta que o valor previsto para o Legislativo é elevado quando comparado ao orçamento de outras áreas municipais. O parlamentar fez comparações entre os recursos destinados à Câmara e o orçamento de diversas secretarias e órgãos da administração.
“Se tirasse parte desse valor, quantas coisas poderiam ser feitas em Manaus?”, questionou.
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O vereador também afirmou que mudanças poderiam ocorrer na estrutura administrativa e criticou despesas relacionadas ao funcionamento da máquina pública. Além disso, fez observações sobre a composição do Comitê Municipal de Sustentabilidade Econômica, defendendo maior participação de representantes da sociedade civil e de outros setores.
“O ideal é uma participação mais ampla e democrática”, disse.
Por outro lado, o vereador Gilmar Nascimento (Avante), integrante da base aliada, destacou iniciativas voltadas à valorização dos servidores municipais e ressaltou que projetos em análise buscam preservar direitos e recompor perdas inflacionárias.
“Isso é para proteger e garantir o poder de compra do salário dos servidores públicos”, declarou.
Segundo Gilmar, as medidas não contemplam apenas uma categoria específica, mas alcançam diferentes áreas da administração municipal.
“Não é só educação, são todos os servidores”, afirmou.





