Papa Leão XIV faz pedido histórico de perdão pela escravidão

O papa Leão XIV fez um pedido público de perdão pela demora histórica da Igreja Católica em condenar a escravidão de forma absoluta. A declaração está na encíclica Magnifica Humanitas, publicada em 15 de maio, documento voltado aos desafios da humanidade diante da era da inteligência artificial e das novas formas de desigualdade.
No texto, o pontífice reconhece que a escravidão representa uma “ferida na memória cristã” e admite que a Igreja Católica levou séculos para assumir uma posição definitiva sobre o tema. “Tendo tolerado durante muito tempo a escravatura e só mais tarde condenando-a de forma absoluta”, escreveu o papa ao tratar da relação histórica da instituição com o sistema escravista.
Em um dos trechos mais marcantes da encíclica, Leão XIV afirma: “Trata-se duma ferida na memória cristã, à qual não podemos ficar alheios (…) Assim sendo, em nome da Igreja, peço sinceramente perdão”. O papa também destaca que foram necessários cerca de “dezoito séculos” para que a incompatibilidade entre cristianismo e escravidão fosse afirmada de maneira clara e oficial.
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Após o pedido de perdão, o pontífice faz um alerta para o presente e o futuro. Segundo ele, a humanidade deve evitar repetir erros históricos em novas formas de exploração. A encíclica relaciona o tema à era digital e alerta para um possível “novo colonialismo”, envolvendo controle de dados, informações e poder tecnológico, defendendo que a inovação e a inteligência artificial estejam sempre a serviço da dignidade humana.




