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Farinha nossa de cada dia: conheça os tipos mais consumidos na Amazônia

Queridinha dos amazonenses na hora de saborear um peixe, a farinha pode ser feita a partir de diversas fontes, de diferentes modos e com usos ainda mais diversos na gastronomia
13/03/26 às 12:32h
Farinha nossa de cada dia: conheça os tipos mais consumidos na Amazônia

Consumidor amazonense prefere as farinhas de mandioca, mas no Brasil há uma diversidade de matérias primas, tipo de produção e usos na gastronomia

O amazonense típico é um consumidor voraz das nossas farinhas, seja ela seca, d’água, ovinha ou baguda, todas derivadas da mandioca. Quando viaja para estados do Sudeste e Sul se depara com um tipo de farinha diferente, aquela que parece um pó, que entala no “gorgumilo”, e definitivamente não entra no nosso gosto popular. Mas você tem ideia de quantos e quais são os tipos e usos de farinha que temos ao redor do mundo? De quais matérias-primas elas podem ser feitas?

Para virarmos experts em farinha, primeiro vamos entender o conceito clássico deste tipo de alimento processado. Sim, é um alimento processado porque passa por um processamento da matéria-prima até o produto final. “Farinha é todo o produto obtido pela moagem ou trituração de grãos, sementes, raízes, tubérculos ou frutos secos, transformados em um pó (fino ou grosso) utilizado na alimentação”.

Percebam então as possibilidades inúmeras de se fazer farinhas, uma vez que nossas preferidas são oriundas de raízes e tubérculos, no caso a mandioca ou sua prima macaxeira. Vamos ver outras possibilidades agora, bem como alguns de seus usos:

Farinhas de cereais:

  • Farinha de trigo (pães e derivados);
  • Farinha de milho (cuscuz);
  • Farinha de arroz (mingaus);
  • Farinha de centeio (pães);
  • Farinha de cevada (não, não servem para cerveja! Ideais para bolos e pães mistos );
  • Farinha de aveia (mingaus);
  • Farinha de sorgo (pães sem glúten);
  • Farinha de painço (mingaus).
Farinha de trigo integral
Farinha de trigo integral para intolerantes a glúten (Foto: Onda Digital)

Farinhas de raízes e tubérculos:

  • Farinha de mandioca (acompanhamento de alimentos, empanamentos);
  • Farinha de tapioca (derivada da mandioca, ideal para acompanhar vinho de açaí, dadinhos);
  • Farinha de batata;
  • Farinha de batata-doce;
  • Farinha de inhame;
  • Farinha de araruta.
Farinha fina de mandioca para fazer tapioca
Farinha fina de mandioca, também conhecida como goma, ideal para fazer tapioquinhas (Foto: Onda Digital)

Farinhas de leguminosas:

  • Farinha de grão-de-bico (massas para frituras e empanados);
  • Farinha de ervilha (espessante para caldos, como o famoso caldo verde, purês);
  • Farinha de lentilha (panquecas, crepes e espessantes);
  • Farinha de soja (preparo de hambúrgueres e bolinhos vegetais).
Hamburguer feito de farinha de soja
Hambúrguer feito de farinha de soja ideal para alimentação vergetariana (Foto: Onda Digital)

Farinhas de sementes e oleaginosas:

  • Farinha de amêndoas (biscoitos e cookies);
  • Farinha de castanha-de-cajú (farofas e empanamentos de carne, peixes e frangos);
  • Farinha de castanha-do-Brasil (biscoitos, sequilhos, cremes e sobremesas);
  • Farinha de linhaça (complemento para vitaminas, iogurtes e sucos, bem como pães e massas integrais);
  • Farinha de gergelim (base para molhos e pastas);
  • Farinha de coco (panquecas, cookies e massas doces, bem como espessante).
Farinha de coco
Farinha de coco, ideal para massas e cookies (Foto: Onda Digital)

Farinhas de frutas ou polpas desidratadas:

  • Farinha de banana verde (mingaus, panquecas e massas);
  • Farinha de maçã (panquecas e waffles);
  • Farinha de uva (espessante para cremes e sobremesas);
  • Farinha de cupuaçu (preparo do cupulate, o chocolate de cupuaçu);
  • Farinha de açaí (massas integrais e espessante, além de complemento alimentar para sucos e mingaus).
Farinha de cupuaçu
Cupuaçu em pó é base para o cupulate, o chocolate amazônico

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Tipos de farinhas preferidas dos amazônidas

No caso dos consumidores da Amazônia, algumas farinhas têm grande presença na alimentação diária, principalmente as derivadas da mandioca, que se diferenciam principalmente pelo processo de produção, pela granulometria e pela forma de consumo no dia a dia. Veja as principais diferenças:

  • Farinha d’água
    Produção: a mandioca é descascada e deixada de molho em água por alguns dias para fermentar. Depois é ralada, prensada, peneirada e torrada no forno de farinha.
    Consumo: é a farinha mais comum na mesa amazônica, usada para acompanhar peixe, caldeiradas, churrasco e refeições do cotidiano.
  • Farinha seca
    Produção: a mandioca é ralada e prensada sem passar pelo processo de fermentação na água. A massa segue direto para a peneiração e torração.
    Consumo: usada em farofas e acompanhamentos, tendo sabor menos ácido que a farinha d’água.
Farinha seca de mandioca
Farinha seca de mandioca tem baixa fermentação e vai direto para o forno assim que a mandioca é ralada e prensada (Foto: Onda Digital)
  • Farinha Uarini
    Produção: é uma variação da farinha d’água. Durante a torração, a massa forma pequenos grânulos arredondados que lembram ovas, resultado da técnica do torrador que desenvolveu a técnica inicialmente no município de Uarini, na região do Médio Solimões.
    Consumo: muito apreciada para comer com peixe frito, caldos e também pura, pela textura granulada. Boa para empanamentos de peixes que serão fritos no óleo. É a preferida dos amazonenses.
Farinha do Uarini
Farinha do Uarini, também conhecida como ovinha, é uma variante da farinha d’água, mas com os grãos uniformes (Foto: Onda Digital)
  • Farinha branca
    Produção: pode vir tanto do processo da farinha seca quanto da farinha d’água, mas é feita com variedades de mandioca que resultam em coloração clara e torração mais leve.
    Consumo: usada no dia a dia e em preparações como farofas e pirões.
Farinha branca
Farinha branca é ideal para a preparação de farrofa e pirão (Foto: Onda Digital)
  • Farinha amarela
    Produção: recebe coloração amarela pela adição de açafrão-da-terra (cúrcuma) ou pela torração de mandioca que já tem pigmentação mais amarelada.
    Consumo: comum em farofas e acompanhamentos de carnes e peixes.
Farinha amarela
(Foto: Onda Digital)

Farinha de tapioca
Produção: é feita a partir do amido extraído da mandioca (goma). Esse amido é hidratado, peneirado e aquecido até formar pequenos grânulos brancos.
Consumo: usada em mingaus, doces, cuscuz de tapioca e sobremesas. Pode ser comercializada temperada com castanha-do-Brasil ou castanha-de-cajú.

Farinha de tapioca
Farinha de tapioca é extraída de um subproduto do processamento da mandioca, a goma (Foto: Onda Digital)

Fenômeno na internet

O modo de produção e os insumos usados para a fabricação de uma farinha boa, gostosa e saudável chamou atenção dos internautas e nas redes sociais faz sucesso o perfil do agricultor Marllison Santos (@marllison_santos), de Óbidos, município do Oeste do Pará.

Ele viralizou produzindo farinha a partir de abóboras e obteve mais de 414 mil curtidas e mais de 12 mil comentários, garantindo que todo diabético pode comer o produto. Confira o vídeo:

Mas Marllisson não parou por aí e, com muita modéstia, em outro vídeo mostra a produção do que ele chama de farinha gourmet, feita a partir de beterraba. Confira o vídeo:

 

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