Lula diz ser único candidato “antissistema” e defende mudança no STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (5/10) que é o único candidato “antissistema” na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
O petista também defendeu mudanças no sistema de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a sociedade precisa discutir a possibilidade de estabelecer mandatos para os integrantes da Corte.
Lula deu as declarações durante uma reunião com aliados em Brasília para definir estratégias para a segunda etapa da campanha. O presidente vai disputar o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), no dia 25 de outubro.
“Porque só tem um candidato que é antissistema, e somos nós, não tem outro candidato. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias”, afirmou.
Segundo Lula, é necessário discutir novos critérios para a escolha dos ministros do STF.
“Precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte. […] Vamos ter que começar a discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte. E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso”, declarou.
O presidente também afirmou que ninguém deve estar acima da legislação, incluindo os integrantes do Supremo.
“A verdade é que ninguém está acima da lei, nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei”, disse.
Lula fala em buscar eleitores que não votaram
Durante a reunião, Lula também destacou a necessidade de reduzir a abstenção no segundo turno. No primeiro turno, mais de 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar.
Para o presidente, a campanha precisa buscar esses eleitores e recuperar o interesse pela participação no processo eleitoral.
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“O que nós temos é que tentar convencer porque 30 milhões de seres humanos não foram votar, possivelmente tem uma causa desinteresse e a responsabilidade é nossa, é devolver o interesse para ele de participar do processo eleitoral. É simples assim”, afirmou.
“A gente não tem que ficar procurando defeito que os outros cometeram que pode ter nos prejudicado. Não. Nós temos que procurar o que nós não fizemos corretamente, que a gente agora tem que fazer. Em 20 dias tem que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio”, continuou.
Presidente cita segurança pública
Lula afirmou ainda estar convencido de que será reeleito e citou a segurança pública entre os temas que devem estar no centro do segundo turno.
Segundo ele, a segurança pública não pode ser tratada apenas pelos governos estaduais, diante da atuação de organizações criminosas em diferentes regiões do país.
“O estado sozinho não dá conta da segurança pública. Porque a bandidagem cresceu, se transformaram, em tudo em qualquer lugar estão envolvidos, inclusive funcionando como se multinacional”, disse.
PT define estratégia para o segundo turno
Após a reunião, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o segundo turno representa uma nova etapa da disputa e será marcado pelo confronto direto entre os projetos apresentados pelos dois candidatos.
“O segundo turno é uma outra eleição. Nós sabemos que é uma eleição de confronto direto de projetos”, afirmou.
Já o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que a campanha de Lula deverá concentrar esforços na ampliação dos votos no Nordeste e na redução da abstenção.
A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro será decidida em 25 de outubro. O segundo turno ocorre após os dois candidatos terminarem a primeira etapa da eleição como os mais votados para a Presidência da República.





