Flávio Bolsonaro diz que vai defender fim da reeleição para presidente

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou após o resultado do primeiro turno das eleições de 2026 que pretende defender o fim da reeleição para o cargo de presidente caso seja eleito. Segundo o parlamentar, ele precisaria de apenas um mandato para implementar seu projeto de governo.
A declaração foi dada no domingo (4), após a confirmação de Flávio no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador afirmou que é o único candidato que assumiu compromisso com o fim da reeleição.
“Eu sou o único candidato que assumiu o compromisso pelo fim da reeleição, porque eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, para que eu possa atacar e resolver os problemas reais no Brasil”, declarou.
Flávio também afirmou que quer uma oportunidade para governar e cuidar do país.
“Eu quero oportunidade de cuidar do Brasil. Eu quero oportunidade de cuidar do povo brasileiro. Eu quero oportunidade”, disse.
PEC já foi apresentada no Senado
A proposta defendida por Flávio já foi formalizada no Senado Federal. Em 2026, o senador apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impede a reeleição do presidente da República.
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O texto prevê que o presidente não possa disputar um segundo mandato consecutivo. A medida, porém, mantém a possibilidade de reeleição para governadores e prefeitos.
A PEC ainda precisa passar pelas etapas de tramitação no Congresso Nacional antes de uma eventual aprovação. Como se trata de uma alteração constitucional, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em dois turnos de votação em cada Casa.
Fim da reeleição está no plano de governo
A defesa do fim da reeleição também consta no plano de governo apresentado por Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial.
A proposta faz parte de um conjunto de mudanças institucionais defendidas pelo senador. Caso seja eleito, Flávio afirma que pretende concentrar o governo em um único mandato, sem disputar a permanência no cargo por mais quatro anos.
A discussão sobre o fim da reeleição ocorre em meio ao debate no Congresso sobre mudanças nas regras eleitorais e no funcionamento dos mandatos do Executivo.





