Flávio Bolsonaro declara patrimônio de R$ 8,1 milhões ao registrar candidatura no TSE

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou possuir R$ 8,186 milhões em bens ao registrar sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pedido foi apresentado na noite desta quinta-feira (13/8).
A relação entregue à Justiça Eleitoral inclui uma casa avaliada em R$ 6,2 milhões, localizada em um bairro de alto padrão de Brasília. O imóvel representa aproximadamente 76% de todo o patrimônio informado pelo candidato.
Além da residência, Flávio declarou investimentos em fundos, aplicações em Certificados de Depósito Bancário (CDBs), um veículo e valores mantidos em contas bancárias. A soma dos demais bens e recursos financeiros chega a cerca de R$ 1,98 milhão.
Patrimônio cresceu desde 2018
O valor declarado em 2026 é aproximadamente R$ 6,4 milhões superior ao informado por Flávio Bolsonaro em 2018, quando disputou e conquistou uma vaga no Senado pelo Rio de Janeiro. Naquela eleição, o patrimônio apresentado à Justiça Eleitoral era de cerca de R$ 1,7 milhão, em valores nominais.
Considerando a correção pela inflação, o patrimônio de 2018 corresponderia a aproximadamente R$ 2,63 milhões atualmente. Mesmo com a atualização monetária, o crescimento registrado no período foi de cerca de 211%.
Segundo a campanha, a casa em Brasília foi quitada com rendimentos provenientes do mandato de senador e da atividade de Flávio como advogado. A equipe também mencionou a renda da esposa do candidato, que trabalha como dentista na capital federal.
O patrimônio declarado por Flávio é superior aos R$ 4,8 milhões informados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. O montante, entretanto, está abaixo dos R$ 178,7 milhões apresentados pelo candidato Romeu Zema (Novo).
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Registro após impasse sobre filiação
A candidatura foi registrada poucas horas depois de o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinar o restabelecimento da filiação de Flávio ao PL. O senador havia aparecido no sistema da Justiça Eleitoral como integrante do partido Missão, situação que sua defesa classificou como fraudulenta.
Com a decisão, a suposta filiação foi retirada do sistema e o vínculo com o PL foi restabelecido, permitindo a apresentação do pedido de registro da candidatura presidencial. O episódio deverá ser investigado pelas autoridades eleitorais.
*Com informações do Metrópoles e da Folha de S.Paulo.





