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Receita com exportação de café cresce 24% apesar de queda nas vendas

Apesar do recuo no volume embarcado, a receita obtida com as vendas externas alcançou um recorde histórico de US$ 15,586 bilhões
19/01/26 às 20:06h
Receita com exportação de café cresce 24% apesar de queda nas vendas

(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

As exportações brasileiras de café somaram 40,04 milhões de sacas de 60 quilos em 2025, uma queda de 20,8% em relação ao ano anterior. Apesar do recuo no volume embarcado, a receita obtida com as vendas externas alcançou um recorde histórico de US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% na comparação com 2024. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19/1) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Segundo a entidade, este foi o maior faturamento desde o início da série histórica, em 1990. Ao longo do ano, o café brasileiro foi exportado para 121 países. O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, atribuiu o resultado principalmente à valorização do produto no mercado internacional e aos investimentos do setor em qualidade, tecnologia e inovação.

Ferreira explicou que a redução no número de sacas exportadas já era esperada. De acordo com ele, os embarques recordes registrados em 2024 reduziram os estoques disponíveis, enquanto a safra de 2025 foi impactada por condições climáticas adversas, limitando a oferta.


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Além disso, o dirigente destacou os efeitos das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro, que provocaram uma queda de 55% nos embarques ao país durante quase quatro meses de vigência da medida.

Em 2025, a Alemanha assumiu a liderança entre os principais destinos do café brasileiro, com a importação de 5,4 milhões de sacas, o equivalente a 13,5% do total exportado, apesar de uma retração de 28,8% em relação a 2024. Os Estados Unidos, tradicionalmente no topo do ranking, ficaram na segunda posição, com 5,3 milhões de sacas importadas, volume 33,9% menor que no ano anterior.

O café arábica foi a principal variedade exportada pelo Brasil no período, com 32,3 milhões de sacas, representando 80,7% do total. Na sequência aparecem o café canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%), o café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%), e o café torrado e torrado e moído, com pouco mais de 58 mil sacas (0,1%).

*Com informações da Agência Brasil.